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Não seja mais um babaca

Não seja mais um babaca

Olá! O objetivo do que escrevo hoje não está em entreter você com uma resposta carregada de ironia para algum desavisado que caiu aqui. Tenho outra meta, a de manifestar meu repúdio publicamente na tentativa de alertar os leitores habituais ou eventuais deste espaço que escrevo para um problema muito sério que vem tomando conta de nossas vidas, a intolerância.

Se você for um pai presente seus filhos serão heterossexuais, afirma Bolsonaro

Há pouco tempo, o deputado federal carioca, Jair Bolsonaro (PP), em um programa de televisão, deu algumas declarações controversas, como por exemplo, acreditar que o comportamento homossexual é fruto de maus costumes e que seus filhos são heterossexuais porque ele é um pai presente. Também, em resposta a Preta Gil, disse que não discutiria promiscuidade com ela referindo-se a possibilidade de um filho se apaixonar por uma mulher negra.

Assim que as declarações foram ao ar, a mídia social (blogs, microblogs, redes sociais e afins) foi inundada de reclamações de todos os tipos. Bolsonaro teve uma infelicidade muito grande ao abrir a boca, porém, não o vejo promovendo o preconceito.

Em meu entender existe uma grande diferença em se dizer um ponto de vista, por mais estúpido que seja, e promover o ódio.

Apesar do deputado ter dado uma aula de ignorância quanto ao homossexualismo, não entrou em uma cruzada para banir homossexuais da gestão pública, restringir seu acesso a qualquer local que seja ou pleitear carga tributária maior para estes.

Preciso ser mais claro, não estou defendendo as bobagens que Bolsonaro disse, não vejo lógica em coisa alguma, mas precisamos tolerar sua estupidez, caso contrário estaremos, de forma intolerante, querendo combater a intolerância.

Paulista também sofre preconceito. Tiririca foi a pedra.

Lembro-me quando Tiririca foi eleito deputado federal pelo Estado de São Paulo. Choveram piadas de moradores de outros estados, em sua maioria, questionando a “inteligência” do povo paulista por empossar um deputado tão letrado quanto bonito.

Outra idiotice sem limite. Aqui em São Paulo existem 20 milhões de eleitores, Tiririca recebeu cerca de 1 milhão de votos. Mesmo que votar no nobre deputado fosse sinal de burrice, apenas um vinte avos do povo paulista poderia ser considerado burro, ou seja 5%. Estamos no lucro!

As mulheres do sul são mais bonitas, segundo Ed Motta

Também me recordo do caso Ed Motta e suas declarações sobre o sul do Brasil ser um lugar civilizado, com “frutas vermelhas, clima frio, gente bonita”, também falou que mulher feia teria que ter talento e fez uma comparação com Paula Toller onde a chamava de “linda, burra e sem talento”.

Ed Motta foi atacado por uma massa enfurecida na web por publicar sua opinião. Mas, chamo a atenção para um detalhe, quando publicou o fez em sua página no Facebook, em seu próprio perfil. Sinceramente, acho que a única pessoa que poderia se sentir ofendida é a própria Paula Toller, mesmo assim, ainda é a opinião dele.

Quanto as mulheres bonitas, discordo do músico, há mulher bonita em todo lugar deste país, contudo, não vejo problema em ele gostar mais das moças do sul, direito dele, eu também tenho minhas preferências. Sobre a beleza do próprio, nada a declarar.

A “gente diferenciada” deu show em Higienópolis

Depois teve aquele caso de Higienópolis onde a associação de moradores fez um abaixo-assinado pedindo que o governo estadual mudasse o local do metrô para próximo à FAAP, uma universidade próxima ao local original, dessa forma serviria aos estudantes e aos espectadores que assistem jogos ou shows no estádio do Pacaembu.

Enquanto a discussão acontecia um veículo de comunicação resolveu entrevistar moradores. Eis que surge uma moradora, psicóloga, que é contra o metrô no local onde foi planejado. Ela alegou que o metrô traria com ele “drogados, mendigos, uma gente diferenciada” para os arredores da estação.

Pronto! Isso foi o estopim para que uma galera, inflamada por manchetes na mídia, buscasse mostrar que não eram intolerantes aos diferentes através de um “churrasco” na região na forma de protesto. A psicóloga nega o termo “gente diferenciada” e diz que isso deve ter sido coisa da jornalista que a entrevistou.

Tudo por conta de uma declaração idiota, daqueles que todos fazemos em qualquer bar ou roda de amigos. Eu pergunto a quem lê esse blog: o que ficou de construtivo do churrasco? Onde isso serviu para diminuir o preconceito? Será que dar caráter preconceituoso a toda população de Higienópolis, bairro conhecido por ser reduto judeu e com residências de alto padrão, foi uma boa ideia?

Mayara Petruso e seu pedido para que afogássemos um nordestino

Falando em muito farinha para pouco angu, teve aquele caso da estudante de direito que, ao terminar o processo eleitoral de 2010, escreveu, em seu twitter, que os nordestinos não são gente e que deveríamos fazer um favor à São Paulo, matando um nordestino afogado.

Achei a declaração de péssimo tom, agressiva, cretina, infeliz e ignorante. Atribuir a vitória de Dilma Roussef aos nordestinos é de uma simplicidade de pensamento absurda, de dar medo. O mérito da campanha vitoriosa do PT deve-se a um trabalho bem feito a longo prazo com alianças políticas e um ótimo índice de aprovação do antigo presidente.

O que a grande massa fez? Perseguiu a estudante como se ela fosse a fundadora de alguma seita criada com o intuito de matar nordestinos. Sinceramente, diante das declarações dela, acho que nem síndica ela conseguiria ser, mas tudo bem, vamos lá malhar o novo “Judas”.

Acho que dar notoriedade a esse caso mais trouxe desiquilíbrio do que ajudou. Pegou-se o pensamento de uma pessoa qualquer, no meio de uma multidão de declarações e deu-se como um ato de revolta organizado. Gente, essa garota é só uma boçal, mais nada!

Como combater esse tipo de situação? Na idade média, alguns reis, os completamente idiotas, matavam os mensageiros que traziam notícias ruins. O que a massa fez foi a mesma coisa.

A melhor decisão tomada foi mostrar a essa moça o quão “cagões” os perseguidores são ao execrar a pessoa ao invés de tentar trazer ela para uma realidade que ela está ignorando. Se eu fosse de algum centro de cultura nordestina, teria feito um convite para que ela conhecesse as tradições e a influência do povo nordestino na cultura e no desenvolvimento paulista.

Caso tivesse sido pessoalmente ofendido nessa situação, seria capaz de fazer um material de distribuição gratuita para reduzir a intolerância, mostrando que o país é um só. Mas isso dá trabalho, malhar o “Judas” é muito mais fácil e cômodo!

Rafinha Bastos e o limite entre o engraçado e o mau gosto

Agora a bola da vez é o Rafinha Bastos. Depois de algumas piadas fora de tom, foi suspenso do programa em que trabalhava após uma piada ruim onde afirmava que “comeria a Wanessa Camargo e o bebê”, em uma alusão ao fato da cantora moça ser “gostosa” mesmo grávida.

Não vi graça na piada, pode ser que eu não a entendi ou é ruim mesmo, porém, de qualquer forma, outra caça as bruxas começou, com direito a capa da Veja São Paulo nominar Rafinha Bastos como o “novo rei da baixaria”.

Ok, eu sei que os mesmos reis estúpidos que matavam os mensageiros, também matavam os bobos da corte quando não eram engraçados, mas acho que já passamos dessa fase, não é?

Não estou aqui fazendo uma defesa ao comediante, até porque acho que ele não precisa que o defendam, porém o que quero é fazer um alerta para a sociedade: estamos no caminho da mediocridade.

Ao optar por calar a voz do diferente, através de movimentações raivosas, não mudamos nada, não construímos uma sociedade mais equilibrada e justa, apenas mantemos acorrentados os pensamentos da população que, em algum momento, enquanto os “vigilantes” estiverem dormindo, se manifestarão de alguma forma.

Penso completamente diferente da maioria que aponta o dedo para os “hereges” e dizem que o caminho da salvação é a fogueira.

Em minha opinião, Jair Bolsonaro e Mayara Petruso e muitos outros apenas mostraram que ainda temos que trabalhar na educação e conscientização.

Enquanto Ed Motta e Rafinha Bastos mostraram que a sociedade não está pronta para encarar o seu próprio reflexo.

O ser humano é sim, preconceituoso, politicamente incorreto, sarcástico, ignorante e tudo mais que você puder pensar. Aliás, é o fato de você poder pensar que também nos possibilita trabalhar melhor para reduzir as divergências.

Liberte-se do Bolsonaro que existe em você. Pare de enxergar o comportamento que você não gosta em si, nos outros. Tenha menos medo e, consequentemente, menos raiva. Construa pontes e portas ao invés de erguer muros. Resumindo: não seja mais um babaca.

Até mais!

Ps. Conheci pessoalmente o Rafinha Bastos há cerca de um ano, estive com ele em três ocasiões distintas: uma nos bastidores do CQC, outra após seu show no Comedians e a última em um café. Em todas as vezes tive uma excelente percepção dele. Arrisco a dizer que, em comportamento, perto de mim ele é uma moça, um sujeito muito educado e gentil.

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Comente:

  • Náira Guedes

    Perfeito do início ao fim. Urso para presidente! =D

  • Teka

    Acho incrível um comediante ser punido por fazer uma piada de mau gosto. Sentindo-se ofendido, o alvo (em qualquer um dos casos) tem o direito de procurar a Justiça… e pronto!
    Mas tenho que confessar a minha irritação com os 5% que votaram
    no Tiririca ou em candidato similar (sem qualquer preparo). Irritação essa, que só foi maior ao ver o Collor, Maluf ou qualquer outro cuja
    ficha é mais suja que cinzeiro de cabaré se reelegendo. Lamentei, porém, a população possui
    o DIREITO de votar em quem quiser. Resta aos que possuem um pouco mais de informação disseminá-la e torcer para que na próxima eleição esta situação não volte a se repetir.
    E que venham apenas as “pontes e portas”…

  • dricolina

    Sinceramente, esses “humoristas” que so sabem fazer humor a custa dos outros, irritando as pessoas e apelando pro sensacionalismo pra chamar atencao sao bem fraquinhos.  o bom humor usa a inteligencia, e nao parece ser o caso do r.bastos… piada ruim eh o fim, ruim e ofensiva entao nao tem desculpa.  

  • Oliv Ab

    Bela matéria,parabéns pela lucidez! Esta patrulha ideológica é medíocre sim.

  • ARLETE

    SE ESSE FOSSE UM TEXTO VALENDO NOTA,MERECIA NO MÍNIMO…UMA DE $100$ PARA CADA PALAVRA.
    DE NOVO DE ALMA LAVADA.
    AGRADECIDA
    BJOS
    ÓTIMO DIA A TODOS.

  • http://inblogs.com.br/pergunteaourso/ Marcelo Vitorino

    Obrigado!

  • Patricia Carneiro

    Finalmente encontrei alguém que pensa como eu. Já estava começando a ficar preocupada. De um modo geral, as pessoas com quem expressei minha opinião sobre as declarações do Bolsonaro, do Ed Motta, da Mayara Petruso e do Rafinha Bastos, ora concordando, ora não, me olhavam de forma acusadora. Realmente, é mais fácil seguir a massa de manobra que ser diferente, original.
    Poucos são os que aceitam mudanças ou o que é diferente sem críticas.
    Todos temos direito de expressar nossas opiniões, ainda que 99,99% das pessoas não concordem com elas.
    Parabéns, urso! E obrigada por me mostrar que não sou um monstro desalmado.

  • http://www.facebook.com/joycemfm ‘Joyce Moraes

    Negar nossa natureza é uma maneira de apontar para “eles”. Nós também sentimos isso, só estamos sendo educados e politicamente corretos.

  • Chris

    Acho que pior que o Rafinha Bastos são os telespectadores; caso as piadas, sem a menor graça, não tivessem público, ele não estaria na mídia e suas declarações não teriam tanta  repercussão. Infelizmente o público precisa amadurecer e deixar de ser ” babaca”, pois dar audiência a um humor que sobrevive as custas das críticas e ofensas a terceiros é um retrocesso. Shows deste tipo não merecem sequer ser elogiado, assistido ou ter a menor credibilidade.
    Desculpe urso, mas vou ter de discordar de você, ele pode parecer uma ” moça” perto de você, mas nunca li post seu ofendendo terceiros da maneira grosseira como ele faz.  Pessoas que  fazem comentários cretinos e graça a custa merecem apenas a indiferença.

    • http://inblogs.com.br/pergunteaourso/ Marcelo Vitorino

      Eu também dou minhas patadas, mas aqui só tem uma diferença, as pessoas é que escrevem para mim. De qualquer forma concordo com você, a audiência é quem manda.

  • Sandracalasans

    Urso,como sempre perfeita a sua colocação sobre a situação que vivemos hoje no Brasil,o politicamente correto virou uma praga que não parece ter solução a curto prazo.O caso do Rafinha só tomou essa proporção porque uma pessoa influente (e que nem foi ofendida pela piada) usou seu nome para pressionar a emissora.Se ele tivesse deixado a história seguir seu curso natural,ninguém mais se lembraria dessa piada,como já nos esquecemos de tantas outras,até melhores por sinal.A parte ofendida poderia buscar a justiça,se achasse necessário,e a vida estaria continuando da mesma forma.

    • Felipe

      Eu sou completamente contra o politicamente correto… o problema é que agora parece que isso é crime.

      Ainda não vi o que melhora na vida de uma pessoa não falar que ela nasceu com um defeito congênito, mas que é portadora de uma deficiência. Que é afro-americano e não negro, que é homossexual e não gay e por ai vai. A pessoa continua sendo “diferente” do normal e por isso as pessoas que execram as pessoas que publicamente defendem um ponto de vista (por mais idiota que seja) são as mesmas que maltratam os “excluídos”, mas da segurança do anonimato ou do preconceito dissimulado.

      O preconceito escondido (pois a maioria das pessoas que estão criticando o Bolsonaro, talvez não ficassem esfuziantes ao ter um filho homossexual) é muito pior do que uma opinião revelada, por mais intolerante, porque gera mais danos e é mais difícil de ser combatida. Afinal mulheres e negros ainda recebem menos que homens brancos, mesmo com toda a propaganda politicamente correta.

    • Felipe

      Eu sou completamente contra o politicamente correto… o problema é que agora parece que isso é crime.

      Ainda não vi o que melhora na vida de uma pessoa não falar que ela nasceu com um defeito congênito, mas que é portadora de uma deficiência. Que é afro-americano e não negro, que é homossexual e não gay e por ai vai. A pessoa continua sendo “diferente” do normal e por isso as pessoas que execram as pessoas que publicamente defendem um ponto de vista (por mais idiota que seja) são as mesmas que maltratam os “excluídos”, mas da segurança do anonimato ou do preconceito dissimulado.

      O preconceito escondido (pois a maioria das pessoas que estão criticando o Bolsonaro, talvez não ficassem esfuziantes ao ter um filho homossexual) é muito pior do que uma opinião revelada, por mais intolerante, porque gera mais danos e é mais difícil de ser combatida. Afinal mulheres e negros ainda recebem menos que homens brancos, mesmo com toda a propaganda politicamente correta.

  • Alexandre

    De todos os casos para mim o pior é o da Mayara Petruso. Bolsonaro, Ed Motta e  Rafinha Bastos são pessoas famosas e tem espaço para se defender dos intolerantes, a Mayara não passa de uma menina que disse bobagem.

    Recentemente li uma reportagem a respeito tela, perdeu o emprego, foi expulsa da faculdade e não sai mais de casa, aos 19 anos foi condenada a viver eternamente na marginalidade por causa de uma frase besta dita em um momento de raiva, isso se não acabar se matando e não aparece um puto de um hipócrita para defender o direito dela ter uma vida.

  • Rjunior355

    recebo seus posts, e acho alguns deles até inteligentes, mas fazer qualquer defesa a Bolsonaro o torna tão ignorante como ele. Se acha que criticar expressões como “dar umas porradas no viadinho que ele toma jeito” não forem expressões de ódio e intolerância então é claro que vc consegue ser tão boçal quanto ele.

  • Carolina S.

    Concordo em gênero, número e grau. Abordando a questão por outro lado contudo, acho que essa discussão toda sobre o comentário do Rafinha Bastos só continua rendendo porque me parece que ele ficou meio que sem saber o que fazer diante da reação geral. Acredito que esse tipo de coisa acontece em um programa ao vivo, especialmente quando o envolvido prefere (aparentemente) falar antes de ponderar, tudo em nome de não perder a piada. Tivesse assumido com humildade que passou do ponto, ninguém mais estaria perdendo tempo com isso e já estaríamos apontando o dedo para o erro de um outro “próximo”. :) ))

  • Conselheiro Crispiniano

    Parabéns Ursão!!!

    Mandou bonito dessa vez!!!

    TOLERÂNCIA JÁ, pois só com ela construiremos a paz e o bom convívio entre as pessoas.

    Devemos, todos nós, sermos vigilantes quanto a isto.

    Conselheiro Crispiniano

    • Aszx

      Tolerar as diferenças sim, mas sem tolerar descumprimento às Leis.

  • Vasco A. Duval

    Quanto ao Rafinha Bastos, o que chocou foi um “comentário” infeliz em um programa que se dedica a “criticar” o comportamento (a ética) de políticos e artistas. Foi irônico.
    Quanto às criticas por parte de pessoas de outros estados, pelo fato de elegermos o Tiririca aqui em nosso Estado,
    por termos o melhor estado do País, o que mais se encontra aqui é migrantes de outros estados. Dificilmente se encontra um neto de quatro avós paulistas. Noventa e nove por cento da população desconhece usos e costumes paulistas que, aliás, se perderam. Qualquer político sem nenhum vínculo com nosso Estado (não precisa nem ser político), pode vir para cá e ser eleito: Janio Quadros, Lula, José Genoino e Vicentinho são exemplos dos milhares de migrantes eleitos aqui. Quem elegeu o Tiririca foram os migrantes, seus filhos e netos. Pessoas que não sabem qual foi a finalidade da revolução de 9 de Julho ou quem foi Domingos Jorge Velho.

    Vasco A. Duval

  • Claudia

    Olhe Urso, aí você forçou a
    amizade! Tem muita gente falando em defesa da liberdade de expressão, que convenientemente
    é entendida como poder falar o que quiser, onde quiser, quando quiser, de quem quiser,
    etc. Mas, qual o sentido em defender uma idéia que vai de encontro á
    esse mesmo conceito de liberdade, como o faz o Bolsonaro, por exemplo? Ele é a
    favor da liberdade de expressão dele, mas não dos homossexuais!!! Todo mundo
    tem preconceitos? Ok, mas vomitar essas intolerâncias na TV ou na internet é
    apologia sim, principalmente se considerarmos que estamos numa sociedade que
    busca ídolos para reafirmar seus pensamentos cruéis e que, agora, se conforta
    na sensação de impunidade e distanciamento que a internet traz. Só podia dar
    merda!! Viver em sociedade não é fazer o que quer, porque não se vive sozinho. Cada
    um desses imbecis (Bolsonaro, R. Bastos, Mayara, Motta) ofenderam muito outras
    pessoas e esperavam o que? A outra face?! O mundo é outro, muita coisa ruim já
    aconteceu e essa galera ainda vive achando que o mundo se traduz neles mesmo. Se
    eles vão repensar suas atitudes depois do esculacho geral que levaram? Não sei,
    mas acredito que fingir que nada aconteceu não é o caminho para essa sociedade
    que você gostaria, caro Urso.

    • http://inblogs.com.br/pergunteaourso/ Marcelo Vitorino

      Cláudia, quem disse que fingir que nada aconteceu é o melhor caminho para a sociedade que eu gostaria? Acho que você não leu o meu texto com atenção. Eu defendo a mobilização sim, mas uma mobilização construtiva. Não apenas o esculacho. Se esse tipo de coisa resolvesse as cadeias recuperariam os detentos, coisa que não acontece. Temos que rever o sistema para dar solução ao invés de criar mais problemas.

      • Claudia

        Urso, acho que, então, estamos dando nomes diferentes para a mesma coisa, pois ainda fico com a impressão de conivência em seu texto. E juro que o li completo e sem ”sangue nos olhos”! Talvez o que você chama de mobilização construtiva seja algo subjetivo demais para que eu absorva assim instantaneamente. Enfim, ainda que pareça teimosia minha ou arrogância (!), discordo bastante de sua visão. Mas, não se preocupe, não é por isso que vou fazer campanha do tipo “Mate um Urso afogado!” ;-)

        • http://inblogs.com.br/pergunteaourso/ Marcelo Vitorino

          Eu dei exemplos de mobilização no texto, onde falo sobre campanhas de valorização da cultura e influencia nordestina em São Paulo.

    • Aszx

      Claudia, discordo de seu ponto de vista: não há liberdade de expressão se considerar livre expressão apenas o que for politicamente correto. A evolução da sociedade depende desses pontos de vista distintos sim.

      Com relação à questão do Bolsonaro, você e o Urso ignoram o fato dele ter se desculpado publicamente por ter entendido mal a última pergunta e houve má fé da produção do programa em não alertá-lo que respondia de forma disconexa ao que lhe havia sido perguntado, flagrantemente ele se equivocou e o CQC preferiu ficar quieto e ganhar audiência com o barraco.

      Há apologia à homossexualidade, aos negros e à miscigenação, portanto, não há nada de errado em pregar publicamente a opção pessoal pela heterossexualidade, à valorização de outras raças e à não niscigenação. Ele nada disse de errado, mas bate de frente com a mentalidade Global cretina de quem só assiste TV aberta e nunca foi a países civilizados.

      Lamentável a execração do Rafinha Bastos. Quem tem que inventar piadas de bate-pronto está sujeito a falar merda de vez em quando. Nunca ocorreu isso com vocês? Então são gênios ou estão cercados de hipócritas que riem na sua frente para ocultar-lhe o que pensaram da idiotice pronunciada.

      Se tivessem estado privados de prazeres por anos para guardar uma grana e comprar um imóvel de sonho, não gostariam de tê-lo desvalorizado por um novo “largo da batata” na vizinhança. Tendo dito “diferenciadas” ou não, acho apropriada a palavra. A mais correta seria desqualificada, ou vira-latas, sim, pessoas que foram cagadas no mundo para olhar o próprio umbigo, sem se importarem com regras sociais, e cagam (onde não devem) no mundo. E já estamos vivendo um caos social, para que minar mais uma das poucas ilhas de excelência que nos restaram? É a tática do lulismo: nivelar por baixo. Senhores, o ser humano é capaz de vôos mais altos, o brasileiro, via de regra, parece que não.

      Agora, o pronunciamento aqui atribuído à Mayara Petruso, se dessa forma foi, não deveria ser considerado liberdade de expressão, porque de forma ignorante incita as pessoas ao crime e xenofobia e por isso precisa ser repreendida, porque viver em sociedade significa respeitar as leis. Ninguém deve ser punido por crime de opinião, mas deve ser repreendido quando de opinião passa a incitação ao crime. Veja, repreendido e não reprimido. Ignorância, como bem disse o Urso, se cura com informação e cultura.

      Os saúdo por discutir com liberdade seus pontos de vista. Nos faz reavaliar os nossos e, dessa forma, crescermos intelectualmente. Provoque mais caro Urso, o nível está cada vez melhor.

      Abraços.

      • Chamando_marcianos

        Bravo!!!

  • LéoSucesso

    Amigo Urso, mais uma vez você sempre dando um show e um exemplo de como seria bom se todos tivessem essa percepção de mundo e de como a mente humana pode evoluir, mas acredito que enquanto o governo continuar impondo essa barreira entre o povo e a Educação comtinuaremos vivendo na ignorância. Um abração de urso rsrs

    • Celso

      Concordo!

  • Celso

    Urso, quando você diz:
    “Liberte-se do Bolsonaro que existe em você. Pare de enxergar o
    comportamento que você não gosta em si, nos outros. Tenha menos medo e,
    consequentemente, menos raiva. Construa pontes e portas ao invés de
    erguer muros. Resumindo: não seja mais um babaca.”

    Sempre percebi isto mesmo neste Bolsonaro. Ele tem tanta raiva dos gays, de forma tão insana e intensa que só pode indicar uma coisa. Ele deve ser gay, mas teme assumir isto. Tem vergonha de si mesmo e por isto sente raiva e a expressa contra os gays que por existirem o lembram de como ele mesmo é.

  • http://twitter.com/debdalheeu Deb D

    Intolerância é igual orkut: aparece lá uma comunidade começando por “Eu odeio” e geral taca a clicada no participar. Depois nem lembra mais e não sabe como entrou em tanta comunidade.

  • Tatiana Machado

    Marcelo, tambem penso assim, nossa liberdade de expressao tornou-se opressão da expressão. A liberdade de pensamentos passa a ser uma mentira, que será severamente “punida” na internet. Parabéns pelo texto!

  • http://pulse.yahoo.com/_DQJJBYSEGU2SSHFGBY3MJ44NSE Patricia

    ..faz refletir, reavaliar, concluir, intolerância nunca foi e não é o caminho. Como sempre, texto incrível! Bom demais de ler.

  • Dilmapduarte

    Eu opto sempre pela sinceridade, honestidade e claro que eu e que compartilha da idéia tem que embsar muito bem o que diz e sustentar como mulher ou homem, pois do contrário cai nas graças do preconceituoso. Não tenho medo de dizer que detesto gaúcho, pois todos os que conheci sem exceção, são malas que saíram corridos do RS e sempre tenho a impressão de que ele passam a noite em claro, pensando em como vão passar a perna nos outros no dia seguinte. Tenho verdadeiro horror a homossexual que parece um palhaço nada lembrando uma mulher normal; que é o que eles querem nos empurrar boca abaixo, Todos os que você comentou acima, tem seu “q” de razão sim. O único que foi meio infeliz foi o Rafinha, mas esquecível..Ahhhhhhhhhh não poderia esquecer do argentinos, são umas mala sem alça!. Não sei de onde tiraram que somos “ermanos”, sendo que até hoje, não vi a cor do dinheiro da herança que nosso pai nos deixou. Portanto são minhas opiniões e dái? serei queimada por isso?

  • Jovidia

    Simplesmente demais, Urso. A palavra de ordem é RESPEITO, de ambas as partes. Eu sou da opinião de que ignorar as cretinices alheias ainda é o melhor remédio, enquanto não trabalhamos a educação e cidadania do nosso povo.

  • Adoro os posts. Parabéns!

  • Felipe

    Só para lhe corrigir num pequeno detalhe. Hoje a minoria é o homem, branco e com certo sucesso profissional e heterossexual . Pois temos as mulheres com mais direitos, as cotas para minorias raciais, os bolsa famílias e o ódio não declarado ao rico e a apologia ao homossexualismo (como se para aceitar o homossexual todos fossem obrigados a vê-los se esfregando na rua, coisa que eu como heterossexual e muitos outros não fazemos com nossa parceiras por pudor. Mas o homossexual muitas vezes para provar o quanto ele é “incompreendido” e “discriminado” faz questão de fazer em espaço público e alguém que os repreenda é taxado de preconceituoso). Preconceito para que todos saibam é agir sem conhecimento, falar que todo homossexual é safado ou promíscuo é preconceito, falar para um casal gay se pegando na rua que aquele não é o lugar está na lei, como atentado ao pudor. Tenha mais serenidade ao falar dos oprimidos, porque logo logo você vai ser a oprimida e do pouco que sei do mundo os negros costumam ter mais preconceito contra outros negros do que os brancos têm para com eles.

  • Felipe

    Se é crime o lugar de julgamento é o tribunal, não internet. Com direito a advogado de defesa.

    Execração pública é sim opressão de opinião.

  • Crcpien

    Nada a Declarar..a postagem é perfeita.

  • Carlos

    Concordo plenamente meu caro Urso. Já faz tempo que o politicamente correto virou um novo tipo de censura, onde uma opinião ou um pensamento só é válido se estiver de acordo com o da “massa”. Também não endosso nenhuma das opiniões citadas que causaram tanto alvoroço, mas são apenas isso, opiniões ou pensamentos infelizes.

  • Biancamoura1991

    Só faltou comentar sobre o Dourado, vencedor do BBB10.

  • http://twitter.com/ALVINEGRA_Ana Ana

     Otimo post…  leitura obrigatória pra muitos!  vontade mesmo era de esfrega-lo na cara de muito chato, politicamente correto e  vigilante da moral! 
    Perfeito, urso!

  • Natalia

    A net precisa urgentemente ser descontaminada, de babacas blogueiros como vc, n’ao se ofenda, afinal de contas, vc chama todos que pensam diferente do seu ,pontinho de vista, de babacas tbm,

  • LuCordeiro

    A patrulha dos “politicamente corretos” é ridícula e tenta cassar o direito que temos, de manifestar opinião. A liberdade de expressão está seriamente ameaçada por essa turma que se acha livre de qualquer preconceito. É da natureza humana não gostar do que lhe é diferente. Por isso existem as tribos, os grupos, os clubes, etc. O que mais espanta é que os “patrulheiros” só expressam preconceitos qdo estão com os seus. Nas redes sociais e blogs, tentam passar uma imagem de defensores de tudo e todos. Incentivar violência é uma coisa, expressar sua opinião, é outra. Particularmente não gosto do Rafinha nem do seu humor, mas não quero que ninguém o persiga por isso. Que atire a primeira pedra quem não tem algum tipo de preconceito. E vamos parar com fingimento. Se Ed Motta acha as mulheres sulistas as mais bonitas, qual o problema? Se preferisse as nordestinas,tudo bem? Querer calar as pessoas é o melhor caminho para criar guetos de intolerância. E isso é mentalidade totalitária!!!

  • Jonathan Vieira

    Urso pra ministro da educação desse país!

  • Michelle

    Nossa, confesso que por essa eu não esperava!!! Tenho que concordar com você e rever meus conceitos, é verdade que hoje qualquer opinião pode gerar polêmica e processo…realmente, estamos mais intolerantes!!!

  • Mariana

    Todo mundo tem que pensar igual nesse país. Um saco! 

  • Gilberts

    em relação a garota que escreveu sobre afogar nordestino não sou a favor mas que haja um controle de permanencia do pessoal pois são paulo cresce desornadamente e não esta dando conta em controlar tanta gente po estamos disputando cada metro quadrado e hoje nota-se que esta ficando cada vez mais caótico sem contar que estive em são paulo fiquei tres meses em busca de serviço e foi dificil pois tudo que levei a pensar é que o pessoal do nórte tem mais previlégio em são paulo e sem contar que eles deram a são paulo um tóque nada recpetivo pois a cidade não é deles mesmo uma cidade que tinha tudo para ser linda mas esta perdendo sua beleza porque?

  • Jefferson Rodrigues

    Pronto, digeri. Concordo completamente com o post e mais: pude me ver nele. É fato que muitos de nós – isso mesmo, comigo junto – tende a reagir com força desproporcional quando contrariados por alguma declaração de outrem que nos ofenda de alguma maneira. Eu tento me policiar, mas às vezes é difícil, por isso o motivo da minha primeira frase: precisei de tempo, contar até dez (umas dez vezes), dar uma volta pela casa, tomar um suquinho… Pra poder vir aqui e postar meu comentário. Mas não fiquei contrariado pelo post em si. Saber dos meus defeitos eu já sabia e gostei muito da opinião do Ursão, quanto ao caso da Mayara Petruso, de, ao invés de atacar quem me ofende, tentar fazê-lo entender o meu ponto de vista. Precisei de tempo pra digerir, na verdade, o comentário abaixo do Gilberts. Então deixe-me tentar por em prática a dica!

    Pelo o que entendi, para ele afogar os nordestinos é errado, mas tudo bem em fechar a cidade de São Paulo para eles. Ou pelo menos dar um visto de permanência pra eles, como se fossem estrangeiros dentro do próprio país. Um green-card com vigência pré-determinada. Pô Gilberts, não ferra!!! Desculpe-me (respira fundo, Jefferson, conta até dez…). Eu até entendo a revolta de não encontrar um emprego. Formei-me no ano passado e não tinha pra onde ir. É frustrante. Mas daí achar que isso é culpa dos nordestinos? Acho um exagero. Pensar que cada um tem que ficar no seu quadrado (estado, ou até mesmo cidade) é um pensamento um tanto quanto egoísta.

    Como você acha que São Paulo cresceu tanto a ponto de ser o coração econômico do Brasil e uma das cidades mais importantes a oeste do Atlântico? Com certeza foi com o trabalho e suor de um sem número de pessoas: paulistas, sulistas, nordestinos, japoneses, italianos etc. E se a cidade se abarrotou de gente não foi por culpa deles. Faltou políticas e planejamento pro crescimento ordenado da metrópole, como falta em quase todas as médias e grandes cidades brasileiras, mas isso não vem ao caso.

    E mais: a miscigenação, tão característica do Brasil, é, a meu ver, uma benção! Cara, ter contato com gente de uma realidade diferente da sua, de uma história de vida ímpar é algo que te abre a cabeça um tanto… E, como alguém disse: uma mente aberta a novas ideias nunca retorna a seu tamanho original. Digo isso por experiência própria. Há seis anos atrás, quando saí de casa pra estudar, conheci tanta gente, de tanto lugar: Paraíba, São Paulo, Goiás, Espírito Santo, Bahia etc. Ah, tinha gente até da Angola! Sem falar, é claro, de gente de tudo quanto é canto do meu estado, Minas. Cada um com uma história diferente, uma forma diferente da minha de ver o mundo e trocar ideias com eles me fez crescer muito como pessoa.

    Finalizando (quem leu até aqui comemora, hehehe), não quero dar uma de defensor da moral (aliás, é justamente o que esse post não está tentando fazer) nem mesmo de defensor dos nordestinos, mas espero ter me feito entender. Procure não colocar a culpa da cidade não ser bonita, de você não arranjar emprego nos pobres nordestinos ou em quem quer que seja que viva em São Paulo e não seja paulista. Todos nós somos brasileiros e livres para tentar a sorte em qualquer lugar dentro do país. Obrigado e desculpe-me por qualquer indelicadeza.

  • http://profiles.google.com/julio.gamedesign Julio Cascalles

    Intolerância aos intolerantes…kkk

  • Nadia

    Tem muita coisa no post que é mesmo verdade. Mas tem uma coisinha que fica meio contraditória nela mesma. Mayara Petruso, Bolsonaro, Rafinha Bastos, a mulher do Higienópolis deram sua opinião, por infantil, besta, e etc que fosse. Várias pessoas se posicionaram contra – e também a favor, vale lembrar – com agressividade, ou não. Ora, se eu acho uma palhaçada o que o Rafinha Bastos falou, qual o problema de eu criticar, formar minha opinião e defender com os meus argumentos? Será que não vale a discussão? Acho que ficar no conforto de não dizer nada e achar que não é babaca por isso é besteira. A agressividade com que muitas dessas discussões são abordadas – de ambos os lados, é preciso lembrar – não acrescenta muita coisa. Mas a discussão em si é válida, afinal, como o próprio autor do post deixou claro, as atitudes da humanidade mudaram ao longo de muitos anos, e tenho certeza que começou porque alguém estava achando um absurdo queimar o mensageiro que trazia a notícia ruim. Pode ser que eu tenha entendido errado, mas esse post, e vários outros que tenho visto, dão a ideia de que vc deve “deixar de perder tempo com picuinhas” e cuidar do seu próprio umbigo, taxando os que entram na discussão de “babacas”.

  • Mariane

    Sempre pensei assim Marcelo. Sinto ainda que estamos mascarando uma nova ditadura. Tudo é levado aos extremos. Os que mais criticam são os que menos se autoavaliam.. Particularmente em relação à piada do Rafinha, achei a repercussão  no mínimo burra. As pessoas distorceram uma piada ou brincadeira de mal gosto, isto não interessa. O fato é que fizeram de um peido uma enorme cartola de bosta! Fato lamentável…

  • Jão

    Ok Urso, entendo e concordo parcialmente com seu ponto de vista. Qto ao “comediante”, se fosse minha esposa, ele perderia uns dentes e possivelmente, uma fratura em algum braço ou perna. Medieval, não?! Seria essa a minha “liberdade de expressão”. Sobre a estudante Mayara Petruso, concordo parcialmente. Gente estúpida existe e se formos lutar contra todas, vamos morrer lutando. Porém, uma pessoa como ela não se convence com argumentos inteligentes. Ela é a representação mais arcaica do pensamento provinciano e retrógrado do Paulistano. E falo isso, pois sou paulistano e morei em diversas regiões do país. Só assim consegui ver como nós somos um povo babaca, preconceituoso, medroso e caipira. Sobre os outros, caem na vala comum dos idiotas. Não me dou ao trabalho de conversar com gente como eles.

  • Jão

    Ok Urso, entendo e concordo parcialmente com seu ponto de vista. Qto ao “comediante”, se fosse minha esposa, ele perderia uns dentes e possivelmente, uma fratura em algum braço ou perna. Medieval, não?! Seria essa a minha “liberdade de expressão”. Sobre a estudante Mayara Petruso, concordo parcialmente. Gente estúpida existe e se formos lutar contra todas, vamos morrer lutando. Porém, uma pessoa como ela não se convence com argumentos inteligentes. Ela é a representação mais arcaica do pensamento provinciano e retrógrado do Paulistano. E falo isso, pois sou paulistano e morei em diversas regiões do país. Só assim consegui ver como nós somos um povo babaca, preconceituoso, medroso e caipira. Sobre os outros, caem na vala comum dos idiotas. Não me dou ao trabalho de conversar com gente como eles.

  • http://inblogs.com.br/pergunteaourso/ Marcelo Vitorino

    Obrigado :)

  • casal jazz

    Esse post só não é mais tolo do que aquele sobre a USP. Suas “reflexões” sociais são nulas, platitudes mal pensadas, sociologicamente simplórias e no geral bastante conservadoras. Sua inteligência, nesse campo, é inversamente proporcional ao seu jeito cool de falar de sexo e relacionamentos. Uma pena.

    • http://www.pergunteaourso.com.br Marcelo Vitorino

      Nossa, que interessante, seria bacana, para minha evolução, ler um texto seu a respeito de algo. Abraço!

  • soulk

    Completamente eloquente esse texto e essa linha de reflexão, juro que sou fã do blog, sempre leio as matérias e ate indico a amigos, motivo pelo qual comecei a le esse aqui. Mais confesso que esse texto nem muito claro está, começa bem defendendo a tolerância sobre a opinião alheia e até aí concordei plenamente, acho que temos quer ser mesmo menos hipócritas no trato do dia a dia com as coisas e pessoas ao redor, mais aí começa a citar casos, que são sim preconceituosos, não apenas de mal gosto, são realmente injuria a respeito do outro, vide caso da moça que falou dos nordestino, como assim essa citação de matar um nordestino afogado e que nem gente eles são, é apenas uma opinião pessoal digna de ser respeitada? sem falar em outros casos citados acima, que são sim expressões que até mesmo a lei condena,  você dizendo para respeitar, aceitar e tudo bem? Bom ja que estamos falando de opinião pessoal esse texto deveria ficar para vc só mesmo, aí vc diz que publicou no seu blog blah blah blah, num quer le ou concorda não entre, não é obrigado, quero apenas alerta que o que está na rede não é de uma única pessoa é de todos, elogiarem ou criticarem, assim como Ed motta e seu face, Rafinha basto e seu programa. Pessoas que lidam com a mídia e veiculo e ainda não notou como tudo funciona… muito ingênuo da parte de vcs num acha?

    • http://www.pergunteaourso.com.br Marcelo Vitorino

      Acho que posso não ter me expressado bem, irei resumir: declarações idiotas não devem ser levadas a sério. Dar importância a bobagens ao invés de tomar atitudes que ajudem a resolver o problema é perder tempo.

  • http://www.pergunteaourso.com.br Marcelo Vitorino

    Muito obrigado, Nathaly!