Colegas de trabalho ou trombadinhas com CLT?

Colegas de trabalho ou trombadinhas com CLT?

Amigo Ursolino, trabalho em uma empresa há poucos meses, o ambiente é bacana, tem um ou outro idiota, mas isso eu acho que deve acontecer em todos os lugares. A empresa oferece aos funcionários um estoque de comida para que a galera não passe aperto, coisa que acho muito legal, só tem um porém, a comida nunca dura. Sempre desconfiei que alguém levava comida para casa e agora não há mais dúvidas, vi alguns colegas devastando a dispensa para abastecer suas residências. Eu não gosto desse tipo de coisa, mas por outro lado também não sei se devo me meter no problema, afinal, RH existe para isso. O que devo fazer? Luciano

Amigo Luciano, sabem o que fazem com os “caguetas” na prisão não é? Para quem não sabe o termo “cagueta”é um dos muitos sinônimos de “delator”, também conhecido no Rio como “X9″, mundo afora como “dedo-duro” e, pela polícia é carinhosamente chamado de “informante”.

Eu espero que não tenha sequer lhe passado pela cabeça a idéia de ser um traíra do movimento. Isso é inadmissível! Onde já se viu um sujeito pensar em entregar seus colegas por conta de pequenos furtos? Provavelmente essas pessoas fazem isso porque são exploradas, têm chefes idiotas e a empresa em que trabalham merece mesmo ser ludibriada para que não lhe reste dúvidas de que é um péssimo lugar para se trabalhar.

Pois bem, agora que já satisfiz uma parte dos meus leitores, a pequena porção de idiotas que acaba parando aqui através do Google e não porque gostam do que escrevo, posso escrever com sinceridade? Ótimo! 

É óbvio que  não concordo com nada que escrevi no segundo parágrafo da resposta, nem haveria cabimento ter uma postura como essa sendo quem sou, partidário do empreendedorismo.

Provavelmente este texto não será um dos mais lidos do blog, o que é uma pena, pois ele nos leva a uma reflexão sobre o modelo corporativo, coisa que todos esbarraremos cedo ou tarde.

Sei que muitos leitores vão discordar do meu ponto de vista, porém quem lê esse blog sabe que não escrevo para a torcida. Em minha opinião, não importa o que foi furtado, a situação em que o meliante se encontra e muito menos como isso ocorreu, para mim, sujeito que tem esse tipo de postura merece estar na rua. Aliás, muita gente boa não tem espaço porque esses tipos sabem passar por entrevistas.

O maior problema está nas possibilidades que essa conduta abre e não no fato isolado, afinal, o que é um pacote de bolachas para uma corporação? Uma parte pensará: “Nada, Urso! Os caras nos exploraram e nem vão sentir falta”.

Eu respondo, “nada” é o caralho! Ao fazer isso os funcionários estão mostrando que não respeitam seus colegas de trabalho e nem a empresa que paga seus salários.

Quais os efeitos serão produzidos por essa postura de descaso? Aquele cara que já chegava tarde pensará “se ninguém liga para um pacote de bolacha, não ligarão para 10 ou 20 minutos a menos”. A recepcionista também pode achar que não haveria problemas em levar algumas canetas e lápis para casa. O pessoal pode começar também a fazer mais horas extras sem necessidade, pois a empresa “explora” e merece ser “explorada” e com tudo isso, sem ninguém se dar conta, a empresa começa a amargar prejuízo. Um ou dois meses assim não deixará ninguém tenso, mas as demissões logo acontecerão.

As corporações existem com uma finalidade: lucro. Havendo lucro haverá investimentos, contratações, bônus e regalias. Se uma empresa não dá lucro nada justifica a manutenção dela.

Diante disso você tem várias opções:

a)    Não fazer nada

A opção mais cômoda é, sem dúvida, não fazer nada! Diante do restante que fode com a empresa, até que você sem fazer nada pode ser considerado um exemplo. Se continuar assim será sempre chamado para as festinhas do grupo, se adicionar uma dose de puxa-saquismo então, aí sim… Poderá chegar a chefe!

O lado bom é que um cara que não se mete em confusões é sempre esquecido nos cortes de orçamento, o lado ruim é que ele vira dependente da empresa, visto que não se desenvolve, basta uma gestão profissional com métricas para que seja descartado.

b)   Conversar com seus colegas

Ah… O bom e velho jogo do “João sem braço”. Você chega lá e dá um toque despretensioso, coisa discreta, nada de “Mão pra cabeça, marginal, entrelaça os dedos antes que eu lhe meta um pipoco”. Chega como quem não quer nada e diz que não acha que estão tomando a atitude certa e que, provavelmente, vai sobrar para todo mundo, inclusive você, se começarem a levantar suspeitas, portanto, seria muito interessante que os meliantes parassem com a atitude. A cereja do bolo seria entregar um panfleto com promoções de supermercados da região. Mas, já sabe, nada mais de festinhas com o pessoal.

c)    Enviar um e-mail anônimo ao seu chefe

Eu não sei se eu leria um email anônimo, ainda mais em tempos de vírus, mas é melhor que nada. Evite erros de português, afinal, você quer incriminar os caras, não precisa passar recibo de analfabeto. Dependendo do grau de idiotice do chefe (considerando que todo chefe é idiota, inclusive eu) é bem capaz que ele queira descobrir primeiro quem é o Tiririca do grupo antes de pegar a galera do “arrastão”. A vantagem do anonimato é que você pode esperar para bancar de paladino da justiça somente se o negócio der certo, porém nunca tem o mesmo sabor do que se botasse o pau na mesa desde o início.

d)   Falar com o RH

Eu não recomendo falar com o RH. Pense bem, esse departamento serve para fazer as melhores contratações, certo? Se ele contratou errado, será um atestado de incompetência e, é claro, o pessoal do RH nunca erra, no máximo, se equivoca. A grande chance é de que o RH chame os caras, meta-lhes advertências e é isso aí. Graças ao protecionismo das leis trabalhistas, a menos que o funcionário seja pego em flagrante, nada de demissão por justa causa. Quando trabalhava numa gráfica, filmamos um levando pertences da empresa, quando a diretoria demitiu o cidadão o sindicato veio na porta e fez uma greve.

e)    Fotografar/filmar e chantagear os gatunos

Tem um ditado que diz “ladrão que rouba ladrão deveria morar em Brasília”… Bom, não era bem assim, mas você não pode negar que ficou bom, mesmo sem a rima! Dependendo das suas ligações com o submundo essa pode ser uma saída, nada honrosa, mas é uma. Eles cometem furtos, você passa para extorsão e assim a empresa deveria mudar seu foco para atendimento ao sistema carcerário, pois mostra uma equipe de primeira linha para lidar com os demais criminosos. Experiência você já teria!

f)     Se juntar ao esquema

Lembram do falado “jeitinho brasileiro”? É disso que se trata. No dialeto “mano” é o “você fortalece os irmãos que os irmãos te fortalecem”. Parece coisa de bandido, não fique em dúvida, é! Sou contra esse tipo de atitude. Se você trabalha numa empresa que te explora, não faz o menor sentido continuar já que é um bom profissional.

Claro que entregar a rapazeada não é garantia de atitude. Tem empresário que prefere passar por cima desse tipo de problema, eu discordo veementemente, acredito que se a empresa não mostra postura traduz insegurança e um clima de impunidade aos funcionários.

Em pouco tempo os bons acabarão por ir embora, justamente porque sabem que os que estão em cima não enxergam os erros, portanto, também não saberão reconhecer e recompensar acerto. O que restará nessa empresa é só o resto, a escória, aqueles que só conseguem emprego porque a educação neste país é uma bosta e acabam se sobressaindo sobre gente honesta, porém, desqualificada.

Se eu vejo uma situação dessas acontecendo, arrumo provas e bato na porta do dono do circo. Mostro que nem todos os funcionários são palhaços. Claro que faço tudo isso já com outro emprego em vista, vai que ele não passa de um domador de leões?

Espero ter ajudado! Abraço do Urso!

Leia também


Aumento de salário: saiba como pedir ao seu chefe
homem lendo jornal com o pe em cima da mesaConseguir um aumento de salário é mais fácil do que você imagina. Siga as dicas para convencer seu chefe e veja exemplos do certo e do errado nessa hora Leia mais

Mc Donalds, fast e food?
Lesma em fundo brancoEnquanto o serviço de entregas do Mc Donalds me dava um balão, entendi como o Japão e os japoneses "venceram" a guerra contra os ianques Leia mais

Chefe linha-dura ou miss simpatia: qual é melhor?
Cena do GodfatherUm chefe pode ser muito mais que linha-dura ou ter simpatia no trabalho, identifique as características dele e veja se está no emprego certo Leia mais

Comente:

  • Dona

    Caro Luciano, ja estive em situacoes semelhante a sua.Sei quao duro isso e.
    “Well”! quando estive em situacao parecida, a unica coisa que eu tinha certeza e q eu jamais faria parte do bando.
    E a gente precisa ter essa certeza muito bem definida. Digo isso, porque eu tenho tendencia a entender os motivos do outro. Como dizia meu professor de Antropologia: E preciso viver o mundo do outro para poder entende-lo.E nessa, eu acabava entendendo demais o que levava as pessoas a cometerem os erros. Enfim, eu nao queria entregar os colegas porque pensava que eles eram vitimas da educacao que tiveram.Me sentia mal com o chefe,pq achava absurdo prejudicar a empresa.
                 Sabe o que eu fiz? Resolvi ser a “esperta”. Primeiro sondei muito o terreno que pisava, e acabei vendo que mal caratismo nao tem cura mesmo.   Com o tempo, depois da garantia que eu nao seria prejuducada (tipo: eu ja tinha a confianca do chefe por meus proprios  meritos ) andei dando umas dicas sem citar nomes…Agindo assim, abri um leque para que a investigacao fosse feita.
    Se os culpados foram punidos? De alguma forma sim,pq sao pessoas que nao possuem credibilidade alguma. Se eu me dei bem? Trabalhei la por mais um bom tempo, e sai porque precisa me dedicar a objetivos maiores.
                O chefe? Deixou de ser chefe e passamos ser amigos. Ele me diz que entrou pra empresa ja andando e dando certo, “q nao se mexe em time que esta ganhando” $$$$. 
                 Caro Luciano, sera que isso te ajuda em algo? Acho que nao,rsss!
                 Tambem , se nem o urso tem a resposta, nao sou eu quem vou ter.Valeu e desculpe a falta de acentos nas palavras, vivo nos EUA e meu teclado nao tem acentos,tills ,nem cedilhas…

    • http://vivendocomoservo.blogspot.com/ Claudio Rodrigues

      Dona, acredito que sua resposta possa ajudar sim o amigo Luciano.
      Acho que sua saída, de dar indiretas sem citar nomes, é uma boa jogada.

      Parabéns pela iniciativa. E olha, eu sou chefe, e pode ter certeza que alguém que tomasse uma atitude dessa, teria muito mais crédito comigo.

  • http://vivendocomoservo.blogspot.com/ Claudio Rodrigues

    Urso, juro que ao ler somente o primeiro parágrafo, eu estava prestes a te xingar!!

    Luciano, acho que, mesmo levando em consideração que o RH não aceita erros, deveria falar com eles sim. Não acho que as festas do grupo sejam mais importantes que sua vida profissional. Você deve conhecer a história do funcionário que estava a 20 anos na empresa e o chefe promoveu o que estava a 8 meses né?

    Fale com o RH, com o chefe ou diretamente com os funcionários (que acho que é o que irá surtir menos efeito), mas não fique calado diante de uma situação dessa, pois como o Urso disse se ficar quieto sabendo, será cumplice e participando no roubo da empresa.

  • Rogéria

    Caro Urso, juro que quando comecei a ler o artigo fiquei tão decepcionada que ainda no segundo parágrafo eu já estava com um texto pronto pra reclamar sobre você estar concordando com um absurdo desses. Ainda bem que foi só uma brincadeira, e minha fé no seu bom senso segue inabalada. rsrs

    Concordo com tudo o que disse, menos com a parte de RH. Como trabalho em um, preciso defender a classe. Nós também erramos, que mania que as pessoas têm de achar que RH tem que acertar sempre. E quando acertamos, não é nada além da nossa obrigação, né? Outra coisa: ninguém tem “ladrão” tatuado na testa. Se assim fosse, ninguém votaria em uns e outros que estão lá em Brasília, concorda? 

    Já passei por isso diversas vezes, e já demiti diversas pessoas por justa-causa por causa de furto. Uma vez, por causa de 1kg de salsicha que um rapaz roubou da geladeira que vários funcionários compartilhavam, e foi filmado pelas câmeras. Outra vez, por quase R$1.000,00, que era o salário que uma funcionária tinha sacado no dia do pagamento. A moça que roubou também foi pega nas câmeras. 

    A situação é muito simples: se tiver provas, chama o funcionário, mostra as provas e demite por justa-causa. Ou, como eu costumava fazer, oferece uma escolha: pede demissão agora ou eu te mando embora por justa-causa. A pessoa sabe que errou feio, pode até ser processada por isso, e em todos os casos que vi eles pediram demissão e sumiram. Nunca mais retornaram, pq têm o rabo preso. E eu não tinha dó, não. Quem rouba uma bolacha rouba seu salário, basta ter a oportunidade. 

    Se não tiver provas, demite sem justa-causa e só usa a explicação “você não tem o perfil que precisamos para trabalhar aqui”. Assim você se livra do problema, do ladrão e não corre o risco de ser processado, afinal, em lugar nenhum da CLT diz que uma empresa tem que manter um funcionário que não atende às suas necessidades.

    As empresas por onde passei tinham uma tolerância zero com furto, então se algo assim acontecia ficávamos sabendo imediatamente. Mas nem todas são assim, então Luciano, analise bem o perfil da sua empresa, do seu RH e do seu chefe, antes de tomar essa decisão. Se decidir conversar com o seu chefe, só faça isso se tiver uma proximidade maior com ele, e sabendo que pode se virar com vc. Afinal, seu gestor pode ser amigo de um dos ladrões, ou pior, pode precisar muito dele na empresa e julgá-lo insubstituível, e aí, meu caro, ele pode achar melhor se livrar de quem está reclamando do que mexer nesse vespeiro. Conversar no RH é uma boa opção também, mas apenas se for um RH aberto, idôneo, que trabalha direito e, principalmente, neutro. Mas não se cale. Senão, você não será muito melhor que eles. Abraços, e boa sorte.

    Rogéria

  • Leandro Costa

    O impressionante é a capacidade das pessoas em julgarem o próximo. É muito fácil criticar a moral e a integridade de outras pessoas quando se nasce em berço de ouro, se tem um bom emprego e a possibilidade de ter tudo o que precisa para ter uma vida tranquila. Só acho que algumas pessoas poderiam ter um pouco mais de compaixão, compreensão e amor ao próximo. Todos erramos, mas nem sempre nossos erros são motivados unicamente por mal-caratismo, mas muitas vezes por necessidade ou por falta de perspectivas melhores. Afinal, quem somos nós para saber quais motivos levam uma pessoa a roubar? E veja bem: não estamos falando de roubo de carros e outros  bens de consumo supérfluos, estamos falando de roubo de ALIMENTOS.

    Gosto do teu blog, mas esta tua opinião capitalista (leia-se: egoísta) me decepcionou.

    • Naiara

      Entendo o seu ponto de vista Leandro, mas pense comigo.. esses funcionário que desviam  o alimento assim com certeza não nasceram em berço de ouro como vc disse, mas com mais certeza ainda não estão passando fome! Além de estarem empregados, a empresa ainda DÁ alimentação EXTRA pra eles. Não tem cabimento levar pra casa uma coisa que além ter sido dada com boa vontade, é de consumo coletivo! Mesmo que os colegas estejam passando mesmo por alguma dificuldade (o que eu duvido), talvez outros funcionário também com dificuldades percam a ajuda da alimentação por culpa deles! Isso sim é egoismo! Como você mesmo disse: quem pode julgar?? Na dúvida, faça o que é certo! Eu acho sim que eles tem que ser denunciados porque estão abusando da boa fé da empresa e desviando a comida que é para todos. 

      Vale refletir!

      ps: Urso, vc é genial!

  • Paola

    Querido Urso,

    Sou leitora de seus textos há pouco tempo, e sua fã desde então.
    Adorei sua resposta, principalmente quando seleciona os leitores os sem
    caráter, param de ler no começo (o que é bem mais fácil) e nós, seres honestos
    e pensantes continuamos até o final…
    Concordo com todas as opções citadas, são possíveis, mas nem sempre viáveis!
    Luciano, situação difícil, mas como chefe, mesmo de uma equipe pequena (20
    pessoas), gosto de saber quem são funcionários e quem são colaboradores.
    Os funcionários aos poucos são dispensados ou até saem por conta própria.
    Quanto aos colaboradores, faço o que posso por eles e os mantenho ao meu lado,
    por isso, gosto de saber os nomes dos criminosos!
    Acredito que você pode comentar “acho que vi alguém levar…”,
    “quem é o responsável pelo controle do estoque? ontem tinham 8 pacotes de
    bolacha, hoje, apenas 1″ e por aí vai…
    Até porque, quem rouba 1 saquinho de pão, pode roubar muito dinheiro, e vai
    saber se não sobra para você…
    Boa sorte!

  • Maria

    Ursinho querido, quando comecei ler o artigo juro que me deu vontade de lhe dar uns tabefes, continuando vi que era uma de suas tiradas. Mais uma vez você mostrou porque é um urso tão querido.

    Maria

  • Mana

    Luciano, você não deve ser um entusiasta para cultivar amigos assim, né?
    Então uma solução que não melindrasse os “necessitados” que certamente não são todos (seria numa reunião ou festa da turma), levantar o problema que você constatou. No geral a coisa fica mais leve e se alguém se incomodar paciência, pelo menos darão conta do erro.
    Ursinho, meu apelido é Mana e nem por isso me permitiria acobertar falcatruas ou benesses de quem quer que seja. Sou um pé no saco.
    Abraço.

  • Joao Bosco

    Infelizmente é essa a cultura da maioria dos empregados. Eles já entram nas empresas pensando de que maneira vão “levar vantagem”. Para mim isso é roubo. Alguns dirão que é ser esperto, espelhando-se nos dirigentes do País que ajem assim também. São ladrões. Acho que os políticos que roubam deveriam ser presos e só seriam soltos após devolverem o último centavo que roubaram e cumprirem as penas relativas aos roubos.  

  • Thiago Neres

    Muito legal a resposta, urso! Gosto muito dos seus posts sobre relações no trabalho.

  • Thiago Neres

    Muito legal a resposta, urso! Gosto muito dos seus posts sobre relações no trabalho.

Se cadastre para receber as atualizações por e-mail

* indicates required


/



( dd / mm )

Sexo e relacionamento – Frequência dos e-mails

Carreira e cotidiano – Frequência dos e-mails

Comportamento – Frequência dos e-mails

Educação e saúde – Frequência dos e-mails

Política e religião – Frequência dos e-mails

Comunicados oficiais – Frequência dos e-mails

Presença Online – Frequência dos e-mails