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Descubra se sua agência de mídia social é sem vergonha e pare de torrar dinheiro

Descubra se sua agência de mídia social é sem vergonha e pare de torrar dinheiro

Olá a todos e todas! Recentemente publiquei o mídia kit do blog e com isso surgiram algumas situações, trazendo a oportunidade de escrever a respeito da relação produtores de conteúdo x agências de mídia social x anunciantes.

Imagino que para a maioria dos leitores que o blog têm o assunto seja completamente desconhecido, mas como informação nunca é demais, lê o restante do texto quem tiver interesse.

De uns tempos para cá existe uma certa supervalorização por parte das empresas do que chamamos de mídia social, essa condição é fortalecida pela ignorância dos responsáveis pela área de comunicação e marketing a respeito do tema.

Vale a pena ressaltar que mídia social não é rede social. Mídia social digital engloba várias ferramentas: redes sociais (Facebook, Orkut, LinkedIn, Google Plus), blogs, microblogs (Twitter), agregadores multimídia (Flickr, Youtube, DailyMotin) e wiki’s (Wikipedia).

Uso corporativo da mídia social

Há algum tempo percebo a confusão se formando quando se fala em uso de mídia social para negócios. Basicamente, as empresas podem:

  • promover seus produtos/marcas

  • pesquisar o mercado (concorrência, consumidores, influenciadores)

  • agrupar simpatizantes

  • promover ações de ativação

  • monitorar possíveis oportunidades e ameaças

Com essas necessidades sugiram as agências de mídia social, que, em teoria, deveriam conhecer o mercado de trabalho, influenciadores, processos, ferramentas e, o principal, gente.

A prática se mostra muito diferente. Boa parte das agências não têm preparo para identificar oportunidades, planejar ações, cuidar do operacional, mensurar resultados e apresentar relatórios.

RP ou publicidade digital?

Fora que há uma grande confusão entre publicidade e ações de relacionamento. Todo dia tem alguma “agência” que entra em contato comigo querendo enviar produto em troca de texto favorável aqui no blog. Obviamente, nego.

O objetivo das ações de RP é criar “relacionamento” e das ações de publicidade é divulgar algo (produto/marca/serviço). Muito simples, não é?

Vamos pegar um caso prático, imagine que você seja uma marca de vestuário e deseja que influenciadores (um jogador de futebol, um blogueiro ou um ator)  a divulguem. Você teria dois caminhos:

a) Lotar o guarda-roupa desse influenciador, caso o mesmo tivesse afinidade com a sua marca.

b) Fazer um acordo de divulgação remunerado.

É tão simples que fica difícil entender que tem agência de mídia social que não percebe a diferença e fica tentando promover trocas com os influenciadores, assim como os portugueses fizeram com os índios. Ingenuidade, falta de conhecimento ou má fé? Difícil dizer.

Outro ponto em questão: qual a principal vantagem em atuar na mídia social?

Engajamento

Se você quer apenas divulgação em massa utilize outro meio, todo mundo conhece, chama-se televisão.

Quando alguém é impactado pela publicidade nos meios tradicionais raramente consegue formar uma opinião sobre o produto, marca ou serviço demonstrado. O espectador consegue receber a mensagem, mas as características dos meios não proporcionam o engajamento.

Já quando o indivíduo interage ou é ativado por uma ação na mídia social, onde ele pode ser parte integrante da publicidade, pode, além de receber a mensagem, tornar-se engajado, o que na prática quer dizer que ele pode ser um influenciador ou, no mínimo, um propagador.

Só há um problema, ávidos por fazer uma venda fácil e botar dinheiro no bolso, algumas agências não planejam campanhas para engajamento, tratam o meio como tradicional e se resumem a oferecer “anúncios” em forma de banners ou artigos.

Resumindo, a preguiça e falta de competência em criar ações faz com que o canal certo para produzir engajamento funcione como um meio tradicional.

Mídia social não é de graça e exige planejamento

Por que é tão complicado fazer o correto? Por um motivo muito simples: dá trabalho!

Quer ver como dá para saber se a agência que está utilizando é sem vergonha? É fácil, basta ver as entregas dela. Todo projeto bem feito deve prezar por uma boa organização, portanto, as etapas naturais são:

  • Briefing e estratégia – Juntamente com o departamento de marketing são organizadas informações para um trabalho que seja complementar as demais ações que a empresa faz. Uma estratégia mestre é definida.

  • Pesquisa e diagnóstico – Nessa etapa são identificados e qualificados os influenciadores e hubs que podem ser trabalhados.

  • Planejamento – Toda ação deve ter um planejamento distribuído em etapas de trabalho, com profissionais utilizados, recursos necessários, investimentos e tempo.

  • Operação – Conforme tudo o que foi levantado, um plano de ação é desenvolvido. Ocorre também a distribuição de tarefas e competências. Geralmente ocorre, quando necessário, setup de canais, produção de conteúdo, organização de eventos e a disseminação.

  • Monitoramento e relatórios – Qualquer agência que pretende ser séria fará o monitoramento das ações que está envolvida e entregará dois relatórios: um que contém as atividades realizadas (que devem estar de acordo com o planejamento) e o outro com os resultados obtidos.

É claro que tudo o que mencionei tem custo e demanda investimento. Não adianta achar que internet é propaganda barata, até porque, não existe milagre. Para obter bons resultados você deve escolher entre investir com competência ou contar com a sorte, mas de hoje em diante uma coisa não poderá fazer mais, alegar que não sabia.

Até mais.

PS. Se quiser ler mais sobre comunicação e marketing digital sugiro que acesse meu outro blog, o Presença Online.

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Comente:

  • Lobao

    gostei muito desse seu ponto de vista, bem franco e direto… mas… temos muitos picaretas que o mercado paga pensando na solucao miraculosa de alavancagem de seus negocios deveriam retornar pro banco da escolinha e ler e estudar um minimo de mkt e depois ler esse seu post…ai quem sabe melhore os resultado e ganhe ate + $$…valeu

  • Igor Barazzetti

    Claro e objetivo. Espero que muitos gerentes de marketing leiam isso. Um erro não justifica outro, mas essas agências picaretas existem porque o mercado permite e incentiva isso, comprando execuções baratas, sem planejamento algum, enquanto profissionais qualificados passam por um inferno pra conseguir pagar as contas e oferecer um trabalho de qualidade que gere resultados sólidos para esses clientes desacreditados que já queimaram muita grana com internet.

  • Fernando Petersen

    Bom Texto! Gostaria apenas de fazer uma ressalva: Existe agências picaretas sim, mas a maioria (felizmente) que conheço PROCURA trabalhar certo e tem seus trabalhos VETADOS pelos departamentos responsáveis de cada empresa por julgar muito caro. Alegam ainda que conseguem pessoas que fazem mais barato (esses sim são os verdadeiros picaretas e os que detonam o mercado). Todos os passos citados são IMPORTANTÍSSIMOS, mas requerem tempo e elevam custos, custos esses que um “freela picareta” não cobra ou por falta de competencia ou por falta de conhecimento do processo.
    Quanto a parte “promocional” e “de relacionamento”, isso posso afirmar que a maior parte da culpa vem do cliente (empresa) que ainda pensa como midia tradicional. Quer divulgação e, digo mais, quanto mais “encher o saco” dos seguidores/amigos, mais eles gostam por achar que mais impacta as pessoas…
    Vai tentar explicar (pra muitos) que um Twitter (por exemplo) com 1.500 pessoas pode ser muito mais interessante que um de 15.000.

  • Marcel

    Uma observação: as redes sociais são os relacionamentos, os laços que se formam dentro de uma mídia social ou fora dela… então Facebook, Orkut não são redes sociais, são mídias sociais, assim como o Twitter todas as outras ferramentas/plataformas que permitem esses relacionamentos…

    No mais, texto muito bom, como o Igor disse, claro e objetivo.

  • http://www.alessandrabourdot.com Alessandra Bourdot

    Muito completo e muito claro, o artigo. Mas essas confusões são frequentes diante das novidades. O fato é que boa parte do trabalho de comunicação nas midias sociais está sendo aprendido na prática. Não deu tempo ainda de se formalizar uma metodologia e nem se sei se vai dar tempo, já que tudo muda muito depressa.  

  • Ricardojabur

    Marcelo, muito bacana mesmo seu ponto de vista, mas fiquei com uma duvida e acho que ninguém melhor do que você para me ajudar e compreende-lo melhor.
    A questão é a seguinte, por que raios você critica o artigo pago e os profissionais envolvidos e ao mesmo tempo aceita esse formato no seu blog, se tornando um cúmplice no que tange a lentidão do amadurecimento do mercado de mídia e ou de social media? Consegue me responder?Obrigado

    Um abs

    • http://www.pergunteaourso.com.br Marcelo Vitorino

      Olá Ricardo, acho que você fez alguma confusão. Eu não critico o artigo pago, apenas abro para outros formatos. Critico muito o escambo, que é o artigo pago com pentes e espelhos!

  • Web

    Muito bom

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