Mc Donalds, fast e food?

Com um “Irashaimasse!” (bem vindo em japonês) deu-se o início do fim da minha desventura gastronômica, com uma atendente de ascendência claramente oriental, muito assemelhada a um desses robozinhos vendidos na 25 de março em época de Natal. Me pergunto agora se não é algum tipo de teste para um novo brinquedo…

De qualquer forma, a prestativa atendente não vem ao caso agora, pois o assunto é o que me fez parar num tal de Sukiya, um restaurante japonês que não serve rodízio de sushi ou qualquer tipo de sashimi, localizado na Rua Augusta, há poucas quadras do meu apartamento.

Preguiça, fome, fast food e o Mc Donalds

São Paulo, domingo, 21h30. Como todo preguiçoso com fome, procurei alternativas de comida que viessem até mim, tentei aquele processo do Darth Vader de trazer as coisas com o poder da mente, mas dei-me por vencido e, ao perceber que meu poder mental não é dos melhores, resolvi fazer o que todo mundo que se considera normal faz, pedir comida por telefone.

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Diante de tantas possibilidades de estabelecimentos tive que fazer uma escolha, para isso me baseei no princípio da urgência, queria comer qualquer porcaria que chegasse rápido. A escolha do tipo de comida foi óbvia: não poderia ser “comida”, teria de ser “fast food.

Qualquer idiota sabe que “fast food” não quer dizer, necessariamente, “comida rápida”, eu nem tinha essa pretensão,  para mim, só o “rápida” já bastava.

Lembrei-me então do rei da modalidade, o Mc Donalds. Procurei na internet o site da entrega e consegui fazer meu cadastro às 21h38. Em “apenas” 10 minutos, depois de tomar um baile do site da rede, por conta de ter sua usabilidade desenvolvida com qualidade duvidosa, consegui realizar meu pedido.

Ainda com o conceito “fast” na cabeça, leio o tempo estimado para a entrega: 1 hora! Caramba, uma hora!? Esses sanduíches deve ser feitos em algum processo diferenciado dos que as lojas utilizam – pensei.

Tudo bem, resolvi esperar o tempo, afinal de contas, sair para qualquer local, chegar, pedir, esperar o garçom trazer o pedido errado e o meu refrigerante com limão no copo (imagino que isso deve acontecer com mais pessoas, deve ser algum tipo de ação de marketing dos produtores de limão), reclamar, comer o prato “batizado” e voltar para casa levaria o mesmo tempo.

Houston, we have a problem

Foi quase do jeito acima que os tripulantes da Apollo 13 comunicaram a base que estavam com problema. Sabe por que fizeram isso? Dois motivos: eles realmente tinham um problema e tinham um canal de comunicação.

Depois da tal hora de espera, nem sinal do pedido chegar. Entro no site e diz lá que o pedido estava sendo montado. Quis ligar para saber a razão da demora, mais uma surpresa! O telefone disponibilizado não recebe ligações oriundas de linhas móveis!

Também, onde já se viu, até parece que todo mundo tem celular… Que acinte! O que são apenas 227 milhões de linhas móveis? Uma merreca! Não faz sentido atender pessoas que utilizam aparelhos celulares para a gigante da “alimentação”.

Eu entendo, estão economizando porque os sanduíches comercializados são baratos. Mas peraí, não são não! Os lanches já foram baratos, agora qualquer coisa que mate a fome no Mc Donalds não sai por menos de R$ 15! Com esse montante dá até para comprar comida…

Não vou entrar no mérito da qualidade do que é servido e o que é cobrado, até porque topei pagar o valor. O que me deixou perplexo é a falta de profissionalismo demonstrada pelo serviço de entrega. Se não atende ligações de telefones celulares, devia ao menos ter mais uma forma de contato, um e-mail, twitter, chat, sinal de fumaça, qualquer coisa!

Claro que, profissionalismo mesmo seria se não houvesse o atraso, contudo, muitas coisas podem acontecer, mas acho que quem atrasa é que deveria ligar para avisar e não o prejudicado ter que procurar formas de saber o que aconteceu com o pedido. Nem cancelá-lo eu pude.

Em busca de comida descubro o real “vencedor” da segunda guerra

Depois de 1h20 esperando resolvi sair e, assim como os homens das cavernas, procurar comida mundo afora. Para minha sorte encontrei o tal restaurante que me referi no início do texto.

Lugar simples, mas com comida muito boa. Presenciei a atendente dando mostras da cultura oriental. Desculpando-se por ter atrasado meu pedido (2 minutos de atraso) de forma muito cordial e respeitosa. Enquanto comia notei sua atividade em ritmo nipônico, muito focada em fazer o seu trabalho, como se não houvesse coisa melhor para fazer.

Na hora me veio um raciocínio, os estadunidenses foram para o Japão, deixaram duas bombas atômicas, fizeram boicote e esse povo ressurge do nada, inventam uma porção de coisas, reconstroem seu país, se firmam como uma potência econômica mesmo tendo em seu poder um pedacinho de terra que é constantemente abatido por desastres naturais.

Notei então que já tive filmadora JVC, aparelho de som da Sony, um carro Toyota e um Honda e televisão da Semp Toshiba. Não imaginava que isso se estenderia até a alimentação, se bem que, em São Paulo, há muito mais restaurantes japoneses do que americanos. Ok, restaurante que serve comida oriental costuma ter seu preço mais elevado, porém, não é o caso. Comi muito bem, fui bem atendido e paguei metade do que gastaria no Mc Donalds.

De qualquer forma, para mim está claro porque o pessoal do olho puxado leva vantagem sobre os ianques, cultura de excelência.

Fica a dica para o mundo ocidental, quem deve abrir os olhos não são os japoneses.

Até mais!

PS. Segundo a portaria do prédio onde moro, o pedido feito ao Mc Donalds chegou por volta das 23h40, aproximadamente 2 horas depois de sua confirmação e quase 1 hora de atraso. Nesse horário, eu já estava terminando de jantar. Respostas ou contato do Mc Donalds até o momento: 0.

Ps.2. Cada vez que algum leitor ou leitora tuítar esse post, o perfil oficial do Mc Donalds no twitter receberá uma menção. Por isso coloquei o @McDonalds_BR no título da página. Reparem no topo do navegador 😉

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