Mitsubishi Brabus: carro japonês e concessionária com o pior do jeitinho brasileiro

Mitsubishi Brabus: carro japonês e concessionária com o pior do jeitinho brasileiro

Tinha me decidido a encerrar o assunto, mas de tanto me perguntarem nas ruas sobre qual a minha opinião sobre o carro que comprei, um Mitsubishi Lancer GT, resolvi escrever aqui para alertar a todos de uma só vez para os problemas que tive em uma concessionária do fabricante japonês, a Brabus.

No início do ano resolvi que deveria trocar de carro, tinha um Fit 2004 e como ele já estava dando sinais de cansaço achei que fosse um bom momento para pegar um carro mais novo.

Sou fã dos carros japoneses, geralmente tem acabamento bastante simples, mesmo nos modelos mais caros, mas têm uma excelente relação custo-benefício. Fui muito feliz com os carros da Honda, durante uma época tive um Corolla (Toyota) e minha aposta dessa vez foi em um Mitsubishi.

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Se eu pudesse pegaria o cachorro de volta…

Antes que falem que estou ficando rico, um aviso: não estou. Estou é endividado! Agora não tenho mais carro algum, quem tem é o banco! Fora a dor nas costas que herdei ao carregar o carnê do financiamento… Você compra o carro e ganha uma carreta para levar os boletos!

Por que optei por um Mitsubishi Lancer?

Minha escolha pelos modelos japoneses muito tem a ver com o histórico positivo em relação a manutenção, pois em vários anos e diversos carros, nunca tive problemas, mas também tem a ver com a cultura japonesa.

Quem conhece a metodologia de trabalho oriental sabe que pode confiar, não há jeitinho ou letras miúdas em contrato. A honestidade e o caráter não são itens opcionais, são itens de fábrica. O respeito que os funcionários, não importando a posição hierárquica, com a empresa é admirável. Se um erra, todos se sentem envergonhados. Algo muito diferente do que ocorre por aqui.

Sempre fui um admirador da Mitsubishi por esses motivos e quando surgiu um modelo que me agradou não tive dúvida, me enrolei com o banco e comprei um Lancer GT, versão lançada no Brasil no início desse ano.

Fui até uma concessionária mais próxima do meu trabalho, tive um ótimo atendimento até o momento da compra, depois que concluí a transação tudo ficou diferente. Só um ponto que fiquei muito descontente, o vendedor me falou em consumo urbano de 9 ou 10 km/l, quando na verdade, em São Paulo, não passa de 7 km/l.

Olhos abertos com a concessionária japonesa

Relatarei tudo o que me aconteceu para que você, caso tenha interesse em comprar um Mitsubishi, fique atento.

Avaliação do usado na troca

Na avaliação do meu Fit, já velhinho, ofereceram R$ 5.500,00 a menos do valor pago por outro lojista, na feira do Anhembi. Cheguei as 7h, as 10h tinha vendido o carro. Se ficasse mais um tempo teria pego até mais.

Financiamento

Me foi proposta uma taxa de financiamento por uma instituição parceira da concessionária. Achei que tinha algo errado e liguei para o meu banco. Em 2 minutos reduzi o valor total financiado em R$ 10 mil. Nunca aceite a proposta da concessionária sem falar com um gerente de sua confiança. Depois que eu avisei o vendedor que não faria o financiamento por lá ele, milagrosamente, chegou na mesma taxa. Aleluia, irmãos!

Indicação de despachante

Como precisei emplacar o veículo, recebi uma ligação do vendedor me indicando um despachante “amigão”, tudo sairia próximo de R$ 1.100,00. Gastei R$ 450,00 fazendo com um outro.

Seguro da empresa

Claro que, nos dias atuais, andar com um carro sem seguro é loucura, fora o risco de assalto ainda existe um bando de idiotas que dirige sem ter a menor condição para tal, portanto, precisei contratar um. A concessionária me ofereceu duas opções que ficaram entre R$ 5 e R$ 10 mil. Contratei a Sul América por cerca de R$ 3 mil, algo próximo de 30%.

Opcionais

Pensei em colocar alguns opcionais da empresa (sensor de ré, tela de lcd nos bancos traseiros, outros). Desisti ao notar que praticamente todos os itens custavam o triplo do que é oferecido no mercado.

Entrega do veículo

Recebi uma ligação e agendaram a entrega do veículo para determinado horário. Como eu tinha programação na sequência, alertei a representante da empresa de que não poderia haver atrasos. Cheguei na hora marcada, depois de 40 minutos e muito esbravejar consegui ser atendido. Me pergunto até hoje porque marcam horário se é para não cumprir.

O desenrolar da história

Curiosamente o destino fez com que eu conhecesse uma pessoa ligada a diretoria da Mitsubishi. Contei os fatos e ela me pediu que enviasse um e-mail relatando tudo, coisa que fiz logo em seguida.

Outro imbróglio começou…

Fui chamado para ir até a sede da Brabus conversar com o diretor comercial (pelo menos foi o que disse ser). Avisei que não precisaria, pois todo o estrago já havia sido feito, mas o cidadão insistiu me perguntando o que poderia acabar com a má impressão.

Disse a ele que já não haveria nada a ser feito e que estaria indo colocar os opcionais em outro local, nesse momento, o cidadão me diz para ir até a concessionária e que ele colocaria os itens que eu precisava. Argumentei que os preços praticados pela empresa estavam fora do mercado e que não me interessava. Nisso, em suas palavras, me disse: “esqueça a tabela, o senhor teve muitos problemas, colocamos os itens para você”.

Maldita hora que fui confiar no sujeito. Parei meu dia mais uma vez e fui até lá. Depois de muito me alisar o representante da empresa me levou até a área de acessórios. Após eu decidir pelo que queria ele me fez um “negocião”: 20% de desconto sobre a tabela. Tabela esta que custa o triplo do mercado e a mesma que, segundo ele, não me seria apresentada.

Quando o confrontei sobre o que havia prometido, na maior cara de pau o sujeito me disse que eu estaria tentando levar vantagem em cima da Mitsubishi.

Resumo da ópera, com requintes de crueldade

Deixa ver se eu entendi… Vou até uma concessionária acreditando na lisura da Mitsubishi, oferecem um nada pelo meu carro, mentem sobre o consumo do Lancer, tentam me empurrar R$ 10 mil a mais no financiamento, um seguro pelo triplo do valor de uma boa seguradora, um despachante pelo dobro, opcionais pelo triplo e sou eu que estou tentando levar vantagem? Sério?!

Enviei outro e-mail para a empresa e mais um capítulo começou. Durante horas falei com o responsável por telefone, expliquei todo o ocorrido. Foi me solicitado que enviasse sugestões de ações que pudessem ter tomadas para amenizar os impactos dos problemas.

Parei meu tempo, novamente acreditando na empresa, e enviei um e-mail com diversas sugestões, desde a devolução do dinheiro até ações de relacionamento.

Eis que, um belo dia, o responsável pelo SAC me liga e diz que a diretoria pensou muito sobre o meu caso e que, diante de toda sacanagem (em meu entender) a que fui submetido, me dariam 3 ou 4 revisões por conta da empresa.

Nem preciso dizer o quão irritado fiquei, mandei enfiar as revisões naquele lugar e desliguei.

O que ficou claro para mim é que a diretoria da Mitsubishi realmente acredita que eu tentei extorquir a empresa. Quando, em minha opinião, o fabricante, na figura da concessionária, tentou levar vantagem sobre mim.

Eu sei que o comércio de carros tem suas peculiaridades e que existem práticas de mercado, mas nunca pensei que uma marca japonesa fosse se render ao que há de pior no jeitinho brasileiro. Da próxima vez compro de alguma marca alemã!

Sobre o carro, é bacana, mas bebe muito e tudo o que aconteceu me tirou toda a satisfação da compra. Parabéns Mitsubishi, ganhou cidadania brasileira!

Até mais!

Ps.1. Se mais alguém passou por algo que relatei, por favor, deixe um comentário, ao menos saberei que não é algo pessoal! :)

Ps.2. Não que tenha algo a ver, acho que não é o caso, mas essa ocasião me lembrou um samba…

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