No trabalho, chefe mulher é pior. Mas será mesmo?

Depois de algumas perguntas (que não respondi) e muita conversa durante o almoço com as coleguinhas que trabalham comigo, resolvi escrever sobre o caso das pessoas que tem chefe mulher. Colhi algumas opiniões antes e pelo que pude entender a maioria das mulheres acha bom ter uma mulher no comando, mas acha muito melhor morrer queimada. Será que é tão ruim mesmo ou você que é mole demais?

Particularmente discordo da maioria, já tive chefes do sexo feminino e raramente tive problema com uma e os problemas que ocorreram também não tinham a ver com o gênero da pessoa, mas muito mais relacionados com a competência da mesma, ou melhor dizendo, com a falta de competência.

A enigma da tartaruga em cima do poste

Tanto faz se é “a” chefe ou “o” chefe, qualquer um dos dois é problemático quando está em um lugar em que não deveria. Por mais confiante que pareça estar na sua posição de comando, lá no fundo ele ou ela sabe que está ali por motivos que não tiveram a ver com sua competência ou eficiência.

É a velha história da tartaruga em cima do poste:

  • Você não entende como ela chegou lá;
  • Você não acredita que ela esteja lá;
  • Você sabe que ela não subiu lá sozinha;
  • Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
  • Você sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
  • Você não entende porque a colocaram lá;

Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá, e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente não é o seu lugar!

As mulheres são preconceituosas

Pelo que escutei e vivenciei pude notar que o maior problema com as mulheres no comando acontecem com as subalternas, os mocinhos, por incrível que pareça, são menos preconceituosos do que elas. Claro que estou falando de homens nascidos após a década de sessenta.

As mais exaltadas que estão lendo esse texto irão dizer que não é preconceito, é a verdade nua e crua, mulher chefe é mala sem alça. Mas será que aí não entra um pouco da comodidade que as meninas têm com os homens?

Quando um homem é o chefe ele acaba, por conta da falta de convivência, pegando muito mais leve com a mulherada. Darei um doce de banana para quem adivinhar porque isso acontece…

Como já sei que ninguém acertará eu me encarregarei de responder: medo.

Homem não pega leve porque gosta, mas sim porque qualquer coisa é motivo para ser chamado de machista, insensível, porco capitalista, chato e a lista de elogios não acaba.

O sujeito acaba ficando com medo de gerar uma crise e, por muitas vezes, deixa de cobrar como cobraria outros homens. Já uma mulher que é chefe, sabe muito bem que uma cara de choro não é o fim do mundo e não deixa passar batido.

Claro que estou generalizando e considerando que, em ambas situações, os chefes são capazes e estão certos do que estão fazendo.

Acho que o homem casado também não vê problema em ser comandado por uma mulher, aliás, por outra além daquela que já manda nele em casa. Já se acostumou.

Brincadeira a parte, é claro que para os homens uma mulher em posição de superioridade não seria um problema, visto que já estão mais que acostumados ao tratamento masculino.

Mulheres consideram que deveriam ter crédito

Fiz uma pequena pesquisa na fanpage do blog lá no Facebook e, resumidamente, 4 em cada 5 pessoas consideraram pior ter que conviver com elas do que com eles no comando. Pouca gente se absteve e considerou irrelevante o sexo do comandante.

Sabe o que me pareceu ao ler mais sobre o assunto? As mulheres gostam menos das “chefas” por vários motivos, desde a simples competição feminina que tem a ver com a beleza, virtudes e atitudes, até um certo incomodo por esperarem que elas fossem mais compreensivas com as funcionárias, visto que são mulheres e, por esse motivo, deveriam relevar mais que os homens.

Acredito que as mulheres que são chefes estão mais do que certas em não aliviar só porque o subordinado é outra mulher, afinal de contas, a conquista do comando não foi uma honra do coletivo e sim do indivíduo.

Por outro lado, também me parece que ocorrem alguns excessos, em sua maioria, por falta de prática no comando e por não quererem ser vistas como permissivas.

Vou dar um exemplo: se uma funcionária tem algum problema com o filho na escola e precisa se ausentar, a chefe reclama, se ela não tiver filhos então… Pior ainda. Falta maturidade emocional e experiência no cargo.

Um homem, por mais que não goste da situação, permite a ausência. Ele não precisa provar que é o cara, que ninguém passa ele para trás. Os homens não temem que sua posição seja contestada por uma concessão.

Onde está o problema?

O problema maior não está no chefe ou no funcionário, acredite. Em minha opinião o problema está na falta de critérios da empresa.

Quem foi que contratou alguém e o empossou como chefe sem que o mesmo estivesse pronto para desempenhar a função é o verdadeiro responsável.

Um chefe despreparado para a função vai:

  • Acabar com os possíveis talentos da empresa ao escondê-los para que sua posição não seja ameaçada.
  • Desmotivar os membros da base da pirâmide, pois eles verão a empresa como uma instituição que não zela pela qualidade.
  • Provocar rotatividade no quadro funcional sem necessidade, elevando os gastos da empresa com treinamento e encargos trabalhistas.
  • Fazer com que sua equipe produza menos do que as outras, por conta da falta de comprometimento e sinergia.

Maior problema ainda é quando o nível da equipe tem que baixar para que o chefe incompetente seja mantido. Li no twitter uma frase do Luciano Palma que reflete bem isso:

A empresa está dominada quando os bons são desvalorizados, visando evitar que levantem a barra que os protegidos já não conseguem alcançar

A diferença entre o chefe e o líder

Posso estar equivocado, mas chefe é que nem pai, não tem que ficar dando moleza e nem pegando demais no pé.

Cabe ao líder:

  • Passar conhecimento e treinar sua equipe, bem como, mantê-la em harmonia.
  • Ser transparente em suas decisões e avaliações.
  • Agir com justiça, premiando o mérito, evitando o privilégio.
  • Tomar decisões, assumindo a responsabilidade dos acertos e, principalmente, dos erros.
  • Ter firmeza e inteligência ao delegar tarefas, deixando claro o que se espera de cada pessoa que comanda, com o correto dimensionamento da carga e também de acordo com as competências.
  • Dar feedback regularmente sobre o desempenho individual dos funcionários.
  • Estar presente para possíveis dúvidas.
  • Cobrar resultados que foram acordados com respeito e educação.

Pode ser que o problema não é que o chefe seja mulher, ele pode apenas ser ruim mesmo ou você é que não está pronto para ter um chefe de verdade.

Até mais!

Obs. Se gostou do texto compartilhe nas suas redes, no Facebook, Twitter ou até mesmo, envie-o por e-mail. Quem sabe assim as empresas se tocam.

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