O medo, o caráter e a vingança

Caros leitores, recentemente fui alvo de um texto difamatório sobre minha conduta e o pior, envolvendo um dos clientes para quem trabalho, no caso, o candidato a vereador Netinho de Paula. Diante da exposição de alguns fatos misturados com delírios de grandeza de meu acusador, resolvi dar algumas explicações para que não paire dúvida alguma.

Sobre minha parte profissional e capacidade, não me darei ao trabalho de responder, pois, ultimamente tenho recebido muito mais ofertas do que posso aceitar, o que se dá por reconhecimento de anos de experiência e não será o texto de uma pessoa que foi dispensada por falta de comprometimento e qualidade que manchará minha reputação. Também acho desnecessário responder as ofensas relacionadas ao meu peso ou excesso dele.

O problema

Em um texto publicado em um canal digital que gosto, por sinal, onde alguns conhecidos publicam suas convicções contrárias ao governo petista, o autor cita diversos tweets meus, onde me posiciono contrário a eleição de Netinho de Paula, em 2010, quando pleiteava o cargo para senador por São Paulo.

Na ocasião, era o responsável pela campanha de seu adversário, Orestes Quércia. Nunca neguei isso, por sinal, publiquei um estudo da campanha em meu outro blog.

Nunca tive algo a esconder, tanto que, acreditem, eu sei exatamente onde fica o botão para apagar os tweets negativos que fiz sobre o candidato em 2010 e poderia tê-lo feito quando fui contratado para a campanha, mas nunca fui frouxo e sempre assumi tudo que falei, assim como os compromissos que aceitei. Obviamente, meu contratante sabia com detalhes de toda minha atuação anterior.

Atualmente, atuo como consultor no mercado corporativo, no terceiro setor e em algumas campanhas políticas.

Para as campanhas, procurei alguns profissionais que pudessem me ajudar nas áreas de conteúdo, monitoramento, pesquisa, desenvolvimento e relacionamento.

Um dos contratados, que colaborava com parte do conteúdo gerado para a campanha do Netinho, teve que ser dispensado por ter conduta imprópria e por reincidentemente entregar material de baixa qualidade.

Seus problemas de relacionamento com o restante das pessoas eram frequentes, bem como, a sua falta de comprometimento com os compromissos que o próprio se dispôs a honrar, fez com que sua saída fosse necessária.

Onde errei

Eu errei em dois pontos nessa questão. O primeiro foi confiar em alguém que já tinha tido problemas em outra campanha, no caso, a de José Serra em 2010, onde foi demitido de forma sumária. Para ilustrar a situação, o time digital tinha cerca de 70 pessoas, apenas duas foram demitidas, o autor estava entre elas.

Mesmo assim, por eu mesmo ter uma personalidade difícil, acredito que não podemos jogar o talento de alguém fora por uma dificuldade de relacionamento interpessoal. Acreditei que o próprio havia sido injustiçado, o que é uma coisa que não tolero.

Contudo, descobri que o problema do individuo não está na dificuldade de relacionamento, na verdade, está relacionado ao seu caráter, o que ficou terminantemente comprovado com sua tentativa de expor informações de campanha e misturá-las com fantasia com a finalidade de prejudicar quem o contratou.

Agindo assim, o mesmo prova ao mercado, a mim, e a qualquer um, que não é digno de confiança.

Meu segundo erro foi em não ter encerrado a parceria assim que os sinais começaram a ocorrer.

Hoje, o autor inventa de forma fantasiosa que estava “infiltrado” na campanha. Uma mentira deslavada, impulsionada pelo medo do próprio de que eu revelasse sua participação aos seus amigos de direita.

Afinal, como pode um interlocutor, que se declara como liberalista e que tem toda a sua personalidade apoiada no seu posicionamento político, ser sustentado por uma campanha do PC do B?

Desde o primeiro momento, seu maior pânico era que a informação viesse à tona. Tanto que foi sua exigência que usássemos um pseudônimo em seu tratamento.

Imagino que, após as barbaridades que falou na minha cara e o quão irritado fiquei ao notar o seu destempero e ingratidão, seu medo pela revelação foi tão forte que o pôs a inventar uma justificativa para seus atos.

Provavelmente ele temia por “vingança” e achou que os leitores do site em que publicou o texto eram burros o suficiente para acreditar nessa conversa mole de que era um “infiltrado” na campanha, quando na verdade, o autor tinha vendido todas as suas convicções políticas por algumas moedas, para uma campanha em que sequer teve a capacidade de permanecer até o final. Good job!

O que o autor não se deu conta, é que mesmo diante de tudo o que fez, eu não me daria o trabalho de promover vingança alguma. Fiquei chateado, é um fato, ninguém gosta de apostar na pessoa errada, contudo, por pior que o sujeito fosse, eu nunca revelaria sua condição por acreditar que mais vale a minha palavra do que uma divergência.

Acredito que ele é o seu maior inimigo e a cada ano que passa promove mais estragos à sua própria imagem do que qualquer um faria. Sinceramente, tenho mais o que fazer!

Considerei todas as insinuações feitas pelo acusador como atos de repúdio a sua saída, desespero. É óbvio que um candidato em campanha não escreve todos os seus textos, ele dá as diretrizes e as ideias que quer colocar, cabe ao conteúdo seguir sua linha.

Sobre minhas convicções a respeito de Netinho de Paula

Ao ser procurado pela campanha, a minha primeira reação foi a de negar o trabalho, afinal, estive no lado adversário há dois anos.

Contudo, da mesma forma com que me dispus a dar crédito ao autor que me acusa, achei que seria um bom desafio profissional trabalhar para o outro lado. Coleciono, em meu currículo, campanhas para DEM, PSDB, PMDB e agora, PC do B.

Minha primeira ideia era ter apenas um trabalho bem feito, da mesma forma que fiz com os demais. Eu conhecia seus pontos fracos como poucos, pois explorei-os anteriormente.

Que fique claro, não sobrevivo de minhas posições políticas, não recebo dinheiro para escrever a favor de alguém e não faço parte de nenhum tipo de acordo escuso. Sou um profissional de comunicação.

Como em todo início de trabalho com políticos, faço uma entrevista para conhecer melhor com quem irei trabalhar.

Identifiquei de pronto as questões que deveria trabalhar com o candidato: o fato dele ter origem humilde, de ser de uma periferia e ter orgulho disso, o caso da violência contra sua ex mulher, a sua atividade profissional como “pagodeiro” e, não menos importante, o fato de ser negro. Tudo o que incomoda gente como o autor das acusações que foram publicadas.

Apesar de todo esse incomodo que algumas pessoas da classe média têm, os moradores da periferia não querem o que é do centro, querem apenas uma boa condição de vida no lugar onde nasceram.

Com o contato com o Netinho pude entender todos os pontos críticos e suas consequências. Entendi perfeitamente a diferença entre os que se dizem bons e aqueles que sabem de suas limitações e imperfeições, tentando vencê-las inclusive. Hoje tenho uma visão muito mais apurada sobre o homem e as circunstâncias, coisa que ignorava há anos.

Netinho, assim como muitos, eu inclusive, cometeu erros. O meu foi em julgá-lo sem antes conhecer sua história e dar a ele a oportunidade de falar.

Fui preparado para trabalhar para um pagodeiro, encontrei uma liderança social, preocupada em como utilizar a política para promover oportunidade a quem precisa.

A prova do que encontrei está sendo publicada por estes dias. Como gravei nossas conversas e vi que há muito mito em cima de um personagem a quem a direita imputa um estereótipo, tomei a decisão de publicá-las.

Nesta semana já publiquei sobre sua infância e início de carreira, nos próximos dias haverá mais detalhes dos motivos que o fizeram ir para o campo político e suas convicções.

Eu sei que pode até parecer papo furado de marqueteiro, mas se você se der ao trabalho de assistir os vídeos como o que coloquei acima e os que estão por vir, verá que há muito mais do que o apresentador do programa que faz o dia de princesa.

Convido a todos para, despidos de preconceito, conhecer o trabalho e as propostas de um cara que quer uma lei para isentar os estudantes do Prouni de pagar passagens de ônibus, que deseja cobrir as quadras municipais para que os jovens possam permanecer nas escolas em dias de chuva, que pretende estimular o fomento de empreendedorismo para jovens talentos, melhorar a alimentação das creches com multimistura, criar uma secretaria especial para combate a entorpecentes e diversos outros projetos.

Quanto ao autor do texto difamatório, continuo não nutrindo nenhum tipo de sentimento de vingança, acredito realmente que seja um rapaz que precisa de ajuda e não de mais revolta.

O medo encontrou abrigo em um caráter fraco e acabou terminando em uma vingança sem propriedade.

Fiz questão de não colocar seu nome aqui porque não há interesse em prejudica-lo, apenas fiz uso do meu espaço para defender a mim e, principalmente, ao meu candidato das acusações.

Para concluir quero citar dois grandes pensadores:

“Enquanto eles falarem mentiras a nosso respeito, falaremos a verdade a respeito deles” José Serra

“A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena” Seu Madruga

Obrigado a todos!

Marcelo Vitorino

:: Update – o texto publicado foi removido, mas o autor continua vociferando impropérios através de redes sociais. Não mais tratarei da questão neste espaço, pois acredito que a esfera judiciária seja a mais adequada. Agradeço todo o apoio que recebi através dos e-mails e também os publicados na parte dos comentários.

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