Depressão: diagnósticos, medicação e psiquiatria

Continuação da resposta para a pergunta “Qualquer tristeza é depressão. Será?“.

Já falei anteriormente sobre a relação entre a pressão cotidiana e a depressão e também sobre preconceito e exageros desta doença. Porém, outro aspecto importante desta questão é a falta de precisão nos diagnósticos, bem como, a indicação excessiva de medicamentos.

O processo de diagnóstico da depressão

Claro que extremos podem realmente ser casos clínicos, mas aí entra uma dúvida: quem pode arbitrar sobre a mente de outra pessoa? Claro, um psiquiatra! Ele tem a chave dos mistérios, pode indicar um tratamento químico ou ainda sessões com psicólogo! Gente, é fundamental uma pessoa que tem o talento para diagnosticar doenças desse gênero, realmente alguém precisa mesmo estudar quase uma década para dizer se sujeito rasga dinheiro ou não.

Sei que notaram o meu sarcasmo e antes que se ocupem com ofensas, explico porque não acredito muito nos homens de jaleco. Não consigo ter fé em um médico que não consegue explicar a causa de um problema.

Vou desenhar para que todos entendam, se você vai no hospital e descobre que é portador de diabetes, essa identificação é feita através de exames que indicam como está o seu nível de açúcar no sangue. Simples assim. Baseado nisso lhe indicam uma medicação para controlar sua situação e a vida segue dentro de algumas regras.

Agora dou um doce para quem, através de um exame, consegue determinar se o sujeito é bipolar ou borderline. Ah, é claro, um exame não consegue esse diagnóstico, é preciso muita observação e alguns testes. Testes com medicamentos, inclusive.

Não estou afirmando que ninguém tem transtornos afetivos ou emocionais, apenas alerto para a dificuldade em diagnosticar verdadeiramente o que está acontecendo, o que dá a muitos espertinhos uma boa muleta.

Os efeitos da medicação desnecessária

Acredito que está havendo muito exagero nesses diagnósticos e tem muita gente tomando psicotrópicos sem necessidade. Fico me perguntando o efeito disso a longo prazo. Se você, quimicamente, tem a percepção dos fatos alterada pode passar por situações sem desenvolver habilidades que deveria.

Pense em coisas simples, imagine que você nunca sentisse dor. Ao cair quando estivesse aprendendo a andar, como todo mundo faz, se machucaria, mas não saberia porque não sente dor. Em que momento iria aprender a olhar para o chão quando andasse?

Agora leve isso para a vida adulta, se você estiver dopado quando sofrer uma perda na família, tiver um desentendimento com um familiar ou quando lhe tiver a atenção chamada no trabalho, dificilmente aprenderá algo.

Por esse motivo sou radicalmente contra uso de medicação exceto quando essencialmente necessária. O complicado é decidir quando é o momento de jogar a toalha.

Acredito que algumas pessoas, pouquíssimas por sinal, têm algum tipo de deficiência química de nascença. Contudo, mesmo sem nenhum tipo de deficiência, podemos nos condicionar, através de mudanças no nosso comportamento, a reagir melhor ou pior. Na última parte desta resposta dou 10 dicas de como se livrar da depressão sem recorrer a remédios.

Até mais!

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