Privacidade, vida pública e esclarecimentos

Olá a todos e todas. Não sabia bem como começar a escrever esse comunicado por razões óbvias, não faço a menor ideia de quem irá lê-lo. Pensei em chamar vocês de “amigos e amigas”, mas me dei conta de que não somos tão próximos assim. Depois escrevi “leitores e leitoras” e também não os vejo com tamanha distância, por esse motivo optei por escrever para todos e todas.

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Talvez parte do que escreverei possa soar prepotente ou arrogante, peço desculpas antecipadas por isso, ok? É só a maneira que uso para me expressar.

Estou na internet como autor do Pergunte ao Urso há cerca de três anos, porém existo a muito tempo antes dessa história toda começar.

Quando comecei nessa aventura de me comunicar com pessoas que não conhecia não esperava que o blog tomasse corpo e acabasse sendo conhecido em muitos lugares Brasil afora.

No início do projeto eu nem assinava com meu nome, não haviam fotos ou qualquer outra denominação que não fosse “Urso”, apelido que ganhei por ser muito branco e distribuir patadas.

Mesmo não sendo muito conhecido, ainda não aprendi a lidar direito com a exposição que me é dada, não nasci ou estudei para isso.

Minha vida pessoal nunca foi colocada em discussão, escrevi poucas coisas autorais e nunca expus ninguém de quem eu gostasse. Eu não sabia disso antes, mas é muito diferente quando se é alguém público. A parte onde você herda admiradores é muito bacana, porém existe também o lado podre da laranja, nele você atrai todo tipo de gente doida e interessada em tirar algum proveito de você.

Em boa parte dos casos, a admiração em excesso acaba por se converter em ciúme e, quando você não dá a atenção que a pessoa deseja, surge um sentimento colérico por conta da “possível” rejeição a que seu admirador ou admiradora foi submetido.

Alguns valores ficam invertidos, muita gente abandonou o blog após eu defender determinado valor político ou moral. Alguns se rebelaram porque eu assumi minha identidade, sentiram-se traídos! Acharam que o Urso não era o Marcelo Vitorino, mas sim um personagem criado apenas para entreter e que não deveria ser personificado. Bobagem pura.

Até a presente data o blog continua em evolução e com crescimento de audiência, mesmo comigo tendo pouco tempo para escrever, o que dificulta a retenção dos leitores.

Hoje escrevo mais um desabafo do que qualquer outra coisa, ultimamente a questão da exposição vem me trazendo alguns problemas que já me fizeram pensar se vale a pena continuar fazendo parte deste mundo digital.

O número de fofocas feitas é absurdo, algumas a respeito do meu caráter, outras sobre com quem me relaciono e tem também aquelas sobre minha sexualidade. Como se alguma destas coisas fossem da conta de terceiros.

Boa parte desses comentários são fomentados por mim. É isso mesmo. Eu alimento essas idiotices que falam a meu respeito. Vou explicar melhor.

Sempre fui um sujeito muito reservado quanto a minha vida pessoal, não desfilo por aí com mulheres e não exponho minha família. Faço isso por dois motivos, o primeiro porque não acho legal ficar falando da minha vida privada em ambiente público. O segundo é por motivo de respeito a privacidade alheia, eu escolhi escrever um blog, fazer eventos e ter minha cara publicada, as demais pessoas não fizeram a mesma escolha.

Acredito que é essa minha falta de vontade em expor e divulgar minha vida particular que acaba por abrir lacunas para que pessoas mal intencionadas inventem coisas.

Não é incomum eu descobrir que uma ou outra mocinha inventou que saiu comigo. Geralmente é gente relacionada a área de internet. Aí, num belo dia, estamos no mesmo ambiente e ao tirar satisfação me vem todo tipo de desculpa, são os outros que entenderam mal ou a cidadã estava apenas brincando.

Sinceramente acho uma bobagem enorme alguém inventar que saiu comigo. Vocês já repararam que não sou nenhum Antônio Banderas ou Brad Pitt, não é? Se vai inventar, invente com algum cara que chame a atenção.

Outra coisa que alimenta essas histórias é pelo fato de eu me reservar ao direito de não divulgar meus relacionamentos. As pessoas que me conhecem e fazem parte da minha vida sabem quando eu namoro e com quem eu namoro, o restante especula.

Como não deixo claro com quem saio, algumas pessoas acham que eu passo o rodo e traço a mulherada e tem quem ache que não sou visto com mulheres porque devo gostar de homens. Parece piada de mau gosto.

O máximo que faço é deixar claro que não estou disponível. Estou muito bem, obrigado. O resto não acho que é da conta das pessoas e acho que também é um absurdo eu ter que revelar mais para não ser alvo de fofocas.

Quem me conhece há muito tempo sabe que sou um cara super tímido e que não curto badalação. Estou tentando arrumar um meio harmonioso de fazer o que faço sem que isso prejudique a minha essência.

Não sei exatamente porque há tanta gente que se ocupa a falar da minha vida, parece até que a minha é mais interessante que a própria, mas acho isso um saco. Outro dia fui a um cinema e alguém tuitou “O @pergunteaourso está aqui no Shopping X”, meu, não preciso que alguém me diga onde estou e o que estou fazendo. Se eu quisesse isso divulgado, eu mesmo o faria.

Odeio quando fazem isso. Eu não falo da vida de ninguém, só respondo perguntas porque me mandam, não fico insistindo para que as pessoas perguntem.

Em todo evento que faço, sendo ele relacionado a internet, política ou corporativo, sempre atendo todo mundo numa boa, tiro fotos, brinco e até saio de situações embaraçosas com tranquilidade, mas na minha hora de lazer não acho isso bacana.

Se eu que não sou ninguém já passo por situações chatas, imagino como é a vida de alguém conhecido de verdade.

Bom, já escrevi demais. Tudo o que coloquei aqui foi para alertar a todas as pessoas que gostam de mim. Ao ouvir histórias descabidas, não alimente. E mais uma coisa, não dei procuração para ninguém poder falar em meu nome.

Abraço a todos e todas.

Marcelo Vitorino

Atualização: depois deste texto escrevi mais dois que encerram as questões abertas aqui. “O dia em que parei de ajudar os outros” e “Nos vemos em 2012“.

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