Santa Catarina quer saber onde estão os movimentos sociais? UNE, MST e genéricos

Urso, frente à tragédia que ocorreu em Santa Catarina, vocês viram algum “movimento social” se apresentar para realizar trabalhos voluntários? Uma caravana do MST? Um grupo do movimento dos assentados de barragens? Uma equipe dos padrecos que insuflam os índios? A turma dos quilombolas? A UNE e o pessoal da sua “caravana da saúde”? Onde estão os ditos “movimentos sociais”, tão solidários consigo mesmos? David

Caro David, pergunta muito coerente, a resposta vai ser curta, pois apesar do problema ter sido grave, a ausência destes(UNE, MST e genéricos) que você citou é moleza de explicar…

O senhor é muito exigente! Onde já se viu questionar os trabalhos que cada um desses movimentos faz e querer que eles parem com as “importantes” obras e manifestações somente para ajudar um povo que nada tem a ver com eles?

Não gosto de generalizar, sei que existem organizações sérias, mas para mim, são iguais a discos voadores, nunca vi uma de perto, a não ser quando fiquei com muita febre. Seriam alucinações?

O MST (Movimento dos Sem Terra), em minha modesta opinião, juntamente com muitos outros, é apenas um instrumento de manipulação que defende aos interesses de alguns, estes, por sinal, nunca puseram o pé na terra a não ser para saírem nas fotos, isso quando podem se mostrar, pois boa parte prefere se manter no anonimato.

Outro vez encontrei em um evento a ex-MST que ficou famosa após mudar de movimento, passando de MST para MSR (Movimento das Sem Roupa), Débora Rodrigues… Parecia muito preocupada com o futuro do movimento que lhe proporcionou a possibilidade de sair na Playboy. Até parece! Não vou publicar as fotos no P.a.U., mas quem quiser ver é só procurar no google.

É caros leitores, pelo menos para ela o movimento deu certo!

Eu era adolescente na época dos “cara pintadas” que exigiam a saída de Fernando Collor, é óbvio que nem me prestei ao trabalho de ir fazer algazarra, não que eu defendesse a permanência do então presidente do Brasil, mas sim por saber que, no final das contas, aquela massa de manobra de nada significaria, era apenas distração para que o congresso tomasse a decisão que achasse melhor. Desculpe-me aqueles que foram “utilizados” por esse sistema, eu poderia aqui escrever que foram vocês que depuseram o presidente, mas, convenhamos, só se eu acreditasse em coelho da páscoa, já passei da idade.

A tão importante a UNE se mostrou presente naquele episódio, o que muitos não lembram ou não querem lembrar é que todo aquele fuá aconteceu apenas por causa de privilégios à algumas empreiteiras e construtoras, algo muito, mas muito mesmo, inferior ao escândalo do mensalão. E onde estavam os mesmo estudantes?

Aquele período do impeachment do Collor foi muito positivo para a nação e muito mais positivo para o então presidente da UNE,Lindberg Farias, eleito deputado federal em 94. Recentemente Lindberg foi reeleito prefeito de Nova Iguaçu, uma das principais cidades da Baixada Fluminense. Mesmo sendo alvo de denúncias graves feitas através da revista Isto É, o povo resolveu dar outra chance à Lindberg!

Como morador de São Paulo, vira e mexe sou vítima do trânsito, como se já não bastasse o habitual que os paulistanos pegam todos os dias, de vez em quando, sou obrigado a perder meu tempo enquanto um desses movimentos passam. O local preferido é a Av. Paulista, o que faz da cidade que já não é uma maravilha de qualidade de vida, um dos locais mais estressantes que há.

Não é porque a Constituição Brasileira permite manifestações e direito a greve que todos devem exercer seu direito logo nas ruas que milhões de pessoas usam para ir trabalhar. Uma coisa é ter direito outra é desrespeitar os demais cidadãos que nada tem a ver com essa história. Quer se manifestar? O faça no banheiro!

O fato é que tem um povo que gosta mesmo é de um bom furdúncio (bagunça), mas na hora de arregaçar as mangas por uma causa justa, a disposição muda.

Vocês, caros leitores, podem perceber minha irritação ao falar sobre esse assunto, sempre quis uma pergunta para abrir o verbo, fiquei muito contente que esta chegou.

Resumindo, estes movimentos que foram citados não resolveram se mexer porque, basicamente, Santa Catarina não é problema deles e nem daqueles que estão por trás…

Talvez se a enchente fosse em Brasília…

Abraço do Urso, mais emputecido que nunca! Falei que a resposta seria curta, mas o sangue subiu…

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