“Balancei, mas não tenho coragem de trair”. Conheça os dez mandamentos do corno moderno.

Bom dia caro Urso, moro junto com meu noivo e nos relacionamos há dois anos, o amo (pelo menos, acho que o amo), semanas antes de conhecer meu “namorido” dei umas ficadas com um colega de faculdade, quando ele resolveu parar de mentir e contou que tinha uma namorada e também uma filha de outro relacionamento, a filha não era problema, mas a namorada sim, então resolvi abrir mão dele, acabou que ele ficou sem as duas.
Há 2 semanas ele vem me procurando, falando que nesses 2 anos não consegue parar de pensar em mim, até a data do nosso primeiro beijo ele lembra. Confesso que fiquei balançada, mas não tenho coragem de trair. Devo marcar pra conversarmos e ver qual é a dele? Lembrando que meu relacionamento com meu companheiro já andava estremecido antes do outro aparecer. Me tira essa dúvida Urso… please!!! Grande beijo! Julia

É pessoal, o ano do boi não dá trégua, toda hora surge um! A grama do vizinho está parecendo mais verde do que nunca, pelo menos, para você, cara Júlia.

O fato de o seu relacionamento estar estremecido está jogando mais névoa sobre o caso todo, acho que você deveria primeiro pensar a esse respeito para depois resolver se deve encontrar o que lhe falta em outra pessoa.

Pode até que minha próxima declaração não soe como se deve, não sei da sua capacidade de compreensão das coisas, mas devo ser claro, afinal, você é minha leitora e não importa se está certa ou errada, merece ler o que penso. Além, é claro, dos dez mandamentos do corno!

Julia, não é o resultado de suas ações que construirá o seu caráter e sua dignidade, mas sim a postura que você toma diante das adversidades que aparecem em sua vida.

Vou tentar deixar mais claro, trair o seu relacionamento atual e não ser descoberta, não fará de você uma pessoa melhor, apenas uma pessoa mais culpada. Não estou defendendo a fidelidade, mas sim a postura. Sinceramente, para mim, o boi que se exploda, ninguém é chifrudo a toa. Aí alguém pode perguntar “Mas, Urso, quer dizer que alguém pode merecer um par de chifres?”. Claro que pode!

Do jeito que o mundo está cheio de “homens placebos”, o chifre alcançará locais nunca antes habitados! Eu sei que tem mulher que apronta por desequilíbrio emocional, mas no geral existe uma motivação que provém do corno. Para facilitar o processo, fiz os dez mandamentos do chifrudo, gostaria que você que está lendo o fizesse em voz alta imitando o Cid Moreira:

1. Cantarás sempre que possível uma amiga ou parenta da companheira.

2. Beberás muito, como se todos os dias fossem sagrados.

3. Amarás a sua mãe acima de todas as coisas. Deixarás outra mulher, que não a sua, mandar na casa do casal.

4. Serás vagabundo! Trabalharás só se for por lazer.

5. Tratarás mal a companheira verbalmente e/ou fisicamente, a menos que ela peça. Farás comentários machistas e a diminiuirás na frente dos amigos!

6. Aceitarás, sem reclamar, tudo o que a mulher diz, anulando a sua essência.

7. Discutirás por tudo, mesmo estando errado.

8. Não somente trairás, como também deixarás rastros.

9. Serás frouxo ou burro, não tomarás decisão alguma ou toda decisão que tomar será feita sem consultar a companheira.

10. Foderás mal! O saco lhe atrapalhará!

Acontece, cara Júlia, que você pode não estar percebendo tudo o que isso envolve. Não faz o menor sentido você ir atrás de uma aventura se não está disposta a pagar o preço se algo der errado ou pior, se algo der muito certo.

Antes de sair de casa para encontrar o Ricardão, você deve repensar seu relacionamento atual. Se não está feliz com ele, tome uma atitude, melhore-o, piore-o, mas mulher, tenha certeza de que ele deve continuar ou terminar o seu ciclo, mesmo que você decida esperar para tomar suas atitudes que culminarão no seu término ou no seu continuísmo. Como já escrevi antes, o relacionamento quando morre costuma ficar lá na sala de jantar por meses, até mesmo por anos, até que alguém dê o ultimato, o que não quer dizer que ele não estava cômodo.

Depois de rever o que você poderá fazer, aí sim, decida se encontrará ou não o outro. Uma vez ouvi algo de uma pessoa que me fez conhecer mais do meu ego e das implicações que deixá-lo acima de mim poderia ter: “não semeie aquilo que você não poderá regar”. Ok, quem me disse isso era meio maluca, mas fez o maior sentido!

Ao lidar com relacionamentos, percebo que as pessoas não entendem a responsabilidade que tem nas mãos, esquecem que do outro lado existe alguém com uma vida, uma história, alguém que não nasceu cinco minutos antes de estar ali. Geralmente, quando isso acontece, a vida vem e inverte o jogo.

Procure ser clara com as partes envolvidas, se não der, tudo bem, mas procure ser mais clara ainda com você. Pergunte-se o que lhe faz querer encontrar o Ricardão, como você se sente em relação a tudo isso, qual o papel que seu relacionamento tem em sua vida e qual o futuro que você quer para você.

Antes das feministinhas de plantão me ofenderem dizendo que eu sou corporativista, eu não sou… Não estou dizendo “não pule a cerca”, acho que isso é da responsabilidade de cada um, nem tenho esse direito, não sou eu que durmo com o “quase corno” para saber se aguentaria ou não. Estou tentando apenas explicar melhor o que implica trair e quais as possíveis consequências.

Quem não escuta “cuidado”, escuta “coitado”.

Beijoka do Urso!

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