Dar de primeira não é fazer sexo com desconhecidos

Vamos voltar ao tema principal que é o que realmente interessa, no primeiro post escrevi sobre mitos do sexo no primeiro encontro e publiquei um pouco do que leitores do blog me responderam no twitter. No segundo foram os números que responderam a algumas perguntas (Por que elas traem? Quem descobre mais? Quantos parceiros têm uma mulher, em média? Quem trai mais? Há relação entre a quantidade de parceiros e a infidelidade?).

Hoje vamos ao outro tópico da questão principal sobre dar no primeiro encontro. Por mais que existam controvérsias na parte do “dar”, onde pela física o sentido usual fica invertido, pois quem está dando é o cidadão, ninguém tem muita dúvida sobre o que queremos dizer quando usamos o termo.

Já no caso do “primeiro encontro” é muito diferente. Afinal, o que é o primeiro encontro?

A meu ver primeiro encontro tem a ver com primeira vez que duas ou mais pessoas (bem vindos ao século 21), que já têm contato, se encontram com a finalidade de interação maior do que só para bater papo.

Reparem que não escrevi “que já se conhecem”, optei por ser mais correto a fim de evitar a pentelhação das feministas alopradas que insistem em ler esse blog. Essa mulherada deveria ir se encontrar com alguém ao invés de ficar aqui no P.a.U. enchendo o meu saco… Pena que deve ser difícil deixar de ser solteira, se for o seu caso, não me ofenda, tenho dicas para te dar, clique aqui.

É óbvio que não conseguimos conhecer  alguém por completo, portanto, colocar que conhecer o sujeito é característica essencial para que o sexo aconteça é idiota, assim nem as casadas farão sexo! Se bem que, tem muita mulher casada que não faz… Mas acho que é porque conheceram demais seus maridos!

Queima o filme dar no primeiro encontro? Nessa modalidade onde as pessoas já têm contato, de forma algum! Principalmente se o sujeito tiver mais que dois neurônios… Se ele for muito topeira, não tem jeito, vai acabar rotulando a garota de vagabunda, mas isso aconteceria mesmo se a transa acontecesse no décimo encontro. Por outro lado, bem feito para a garota que resolve sair com um sujeito desses.

Vejamos um caso, Gertrudes arruma um emprego (sim, não sou só eu que trabalho) e, chegando lá, conhece Genésio, um rapaz de muitas qualidades, dentre elas abrir cerveja com os poucos dentes que lhe sobraram e a capacidade ímpar de nutrir desejo por moças com nomes estranhos.

Assim que olha o email da diretoria anunciando a nova contratação Genésio entra em êxtase e traça um plano muito bem detalhado, com duas fases, para sair com Gertrudes. A primeira consiste em tomar banho. A segunda em convidá-la para sair.

Claro que, como todo plano elaborado, ele demora algum tempo para acontecer e nesse meio tempo, apenas no trabalho, ele conversa com a moça sobre a vida, afinidades e os vêem que têm muito em comum. Nisso Gertrudes toma a iniciativa e convida Genésio para ir a sua casa… Quando seu marido não está em casa.

Encurtando a história, Genésio sai satisfeito após ter o melhor sexo da sua vida, mesmo tendo ocorrido no primeiro encontro. Acho que o exemplo foi ruim, pois no final Genésio rotula Gertrudes de vagabunda, mas acho que teve mais a ver com o fato dela querer dar para o cara na cama do casal com a foto do marido encarando os dois do que com o sexo na primeira ocasião…

Gertrudes fez quase tudo certo, tê-lo convidado não foi um problema, isso é normal, mas o fato de ser casada pesou um pouco. Porém pode ser que ela nem se importe com isso e que estava mesmo com vontade de fazer sexo, foi lá e fez.

Não vou julgar a motivação da moça, contudo, ao tomar esse tipo de atitude não pode-se esperar que o sujeito venha desarmado de conceitos a seu respeito. Como diria César (o imperador): à mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta.

Sexo no primeiro encontro é muito diferente de sexo com um desconhecido. É claro que o corpo é teu e você faz com ele o que quiser, porém o pensamento do outro é dele e ele faz o que bem entender.

O que acho complicado é, em um primeiro contato, ocorrer uma relação sexual. E isso vale para qualquer uma das partes. Nem eu me sinto a vontade de conhecer uma mulher em uma festa e terminar na cama dela, ou pior, na minha cama com ela. Levar gente que não conhece para a sua casa é muito juvenil, coisa de quem ainda tá jogando na categoria “Dente de leite”.

Outra coisa, se você, homem ou mulher, homo ou hétero, faz o que bem entende da vida, está tudo bem. Só é cretino ficar esfregando isso na cara dos outros como se fosse alguma vantagem. Galera, dar de primeira não é algo como prestar serviços comunitários. Não precisa enquadrar e colocar na sala de estar.

Podem me chamar de machista preconceituoso, mas isso não mudará minha ideia sobre transar com alguém que mal sei o nome. Já cometi alguns erros na vida, mas não posso utilizá-los como desculpa para abonar minha conduta ao tentar pregar o erro como acerto. Escrevi sobre isso em outro post, mas passou batido para a maioria, se quiser ler, clique aqui.

Deixaria de namorar uma garota porque a conheci numa noite e acabamos transando? Não. Mas também não a namoraria por conta disso.

O sexo na primeira não é garantia de segundo encontro também. Não sejam idiotas. Há sempre uma babaca que pensa “ai Urso, como você é chato, prefiro dar de primeira do que o cara sair fora e não ter a chance de dar na segunda”.

Tenho algo para te dizer: reveja a forma com que sua imagem está chegando do outro lado. Geralmente não rola um segundo encontro porque a mulher é uma mala, nada tem a ver com a qualidade do sexo, senão ninguém teria mais encontros. Sexo só é bom quando é sujo, e isso, leitores e leitoras, não acontece na primeira vez de alguém “normal”.

Alguns pontos para um sexo fantástico só acontecem quando há intimidade. De resto, no máximo, ele pode ser bom. Por aí, apenas por um sexo bom, não é necessário que o cara saia com você novamente. Só para não te levar para casa ele pode preferir contratar uma garota de programa.

Sim, prostitutas, elas estão aí para isso, dar sexo bom, sem o trabalho da conquista, sem precisar ligar para elas no dia seguinte, sem cobranças…

Mas peraí, o que é que você está se dispondo a fazer mesmo?

Até mais!

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