“Tenho 27 e ela 14”. O lobo mau pode comer a chapeuzinho vermelho

Caro urso, tenho 27 anos e um amigo de 17 que tem uma namorada de 16 e os dois me apresentaram a irmã dela. Estamos trocando alguns beijinhos e acho que estou me apaixonando. Ela também me corresponde. O problema é que estou ficando com a consciência pesada, pois ela quer que nos tenhamos a nossa primeira transa. O motivo de eu estar com a consciência tão pesada é que ela vai completar 14 anos em novembro e eu não consigo fazer isto, apesar de estar gostando muito dela. Não sei se vou falar com os pais dela, ou termino, mas tenho medo de procurar os pais dela e eles se chocarem, ou terminar com ela e depois me arrepender.

A sociedade trata as pessoas como eu de tarados, mas não entendo se eu não quero fazer nada a força, muito pelo contrario estou evitando a situação. Quero tratá-la como uma princesa lhe dar presentes, levá-la para viajar e etc. Obrigado e se puder me dar um conselho sobre isto eu agradeceria.

De uma forma muito binária, raciocínio puramente masculino, eu diria que mulheres são como peixes, se você quer emoção, pesca no mar, se quer calmaria, pesca no rio, se quer praticidade, pesca no “pesque e pague”, mas você, caro leitor, está querendo pescar no aquário!

Rapaz, você está enroscado demais! Nasceu na época ou lugar errado, se isso tivesse acontecido na década de quarenta ou então em algum lugar muito afastado das metrópoles talvez você tivesse mais chance de sucesso.

Para a sua infelicidade, além dos impedimentos legais previstos no Brasil, ter relações sexuais com menores de quatorze anos é estupro presumido, você ainda herdará um bocado de ranço, justificado, é claro, dos demais que conhecerem a sua história.

Preconceito? Pode ser, mas não sei ao certo, essa é uma situação muito complexa que até a mim chegou a confundir dadas as ponderações que tive que fazer.

Sem considerar o crime, pelo lado de vista prático, se o início da vida sexual fosse realmente inevitável, seria muito melhor que a mocinha tivesse esse tipo de relacionamento com um cara mais velho. Calma, povo! Eu explico!

Considerando um rapaz de dezesseis e um outro meliante de vinte e sete, teoricamente, o que tem mais idade faria menos bobagem, o risco da mocinha aparecer grávida ou com alguma D.S.T. seria menor.

Por outro lado, um cidadão mais velho deveria ter mais consciência de que além de ilegal, traçar uma “quase criança”, é irresponsável. A adolescente pode vir a desenvolver algum tipo de trauma para o resto da vida, abalando sua forma de se relacionar com outros parceiros. Esses riscos são menores quando a situação acontece entre dois jovens com idade aproximada.

Não gostaria de falar sobre a moralidade ou não da situação por acreditar que isso é um conceito temporal e regional, onde cada sociedade dita as normas que deseja seguir. Em alguns países é plenamente normal o casamento entre um idoso e uma moça de quinze anos.

Eu não aconselho o senhor a falar com os pais da moça, isso não costuma dar boa coisa a menos que o pai seja um cara muito calmo. Se você quiser insistir, lembre-se das regras básicas: local público, longe de objetos pontiagudos e perto de algum posto policial.

Se eu fosse o pai da garota chamaria você de canto e faria entender que lhe subjugar as penas da lei seria muito leve, caso algo a mais acontecesse com minha filha… Tire suas conclusões! Mas, essa é a minha opinião. Conheço caras que lhe arrancariam o instrumento fora e outros que apenas proibiriam o romance.

Para ser bem sincero, acho que você ou outro mais novo teriam o mesmo destino. Depois que minha filha completasse dezesseis anos, talvez, repito, talvez, reveria algumas coisas. Até ela se mostrar consciente dos resultados que suas atitudes poderiam ter e ser responsável por elas valeriam as minhas regras, depois é com ela.

Detesto dar testemunhos pessoais, mas como o caso é complexo o farei. Quando eu tinha dezesseis, era um moço muito namorador e, em um dos casos, acabei entendendo que nem sempre a moça, por mais “soltinha” que se mostra, está preparada para uma relação sexual. Na época eu namorava uma menina de quatorze, quase a mesma situação que a sua, porém eu tinha idade bem mais próxima.

Eu não agüentei esperar muito tempo e papo vem, papo vai, estava ela na minha cama. Eu já sabia da virgindade da garota, mas fui lá conferir e ser o pato da vez. Apesar de transparecer ser super-descolada, já havia ficado com caras mais velhos, porém na hora do “arrebento” ela tremia mais que vara verde. Bom, para encurtar a história, acabou em trauma. Pelo menos para mim, daí para frente passei a evitar as virgens! O que não quer dizer que deixei passar as outras, porém mais velhas, que surgiram depois… Quem dispensa é o exército!

Contudo, naquele dia, eu com minha mega maturidade de dezesseis anos não percebi o mal que fazia àquela moça. Só fui entender isso alguns anos depois. O senhor já deveria ter entendido isso também.

A minha visão é que você, caro leitor, é apenas uma parte de uma questão muito maior. Por mim, o despertar sexual de qualquer um deveria ser após os dezesseis e, sinceramente, em alguns casos, nunca acontecer seria mais apropriado. Obviamente que, da mesma forma onde existem pessoas que conseguem tomar apenas “uma” garrafa de vodka e dirigir sem problema, também existem outras com discernimento aos doze anos. Porém a regra não é essa.

Talvez não seja a hora de tomar vergonha na cara, amadurecer, procurar uma mulher e parar de frescura?

Abraço do Urso

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Os caras do Dibob até fizeram eu gostar dessa música! Se liguem no final dela!

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