Triângulo amoroso é coisa do passado. Casal de amantes aposta no quarteto, mas Ricardão não sabe o que fazer

Caro Urso, submeter-me a sua sabedoria é um risco, de qualquer maneira, vamos lá! Tenho uma colega de trabalho e mesmo a despeito dos riscos e percalços éticos investi e desde então estamos tendo um “caso”, seu marido desconfia de nossa aproximação e já insinuou algo o que foi prontamente desmentido por ela, desde então nossos encontros tem sido “raros”, porém intensos, não me sinto fortalecido suficientemente para cair fora, de sua parte afirma o mesmo, não está em nossos planos abandonar nossas relações “formais”. A situação em si gera desconforto quando me afasto ela se aproxima se diz fortemente vinculado a mim e gostaria que fosse possível manter esta situação embora seja difícil agora nos encontrarmos como antes. Ela teme ser flagrada na saída de algum lugar em minha companhia, por hora seu temor e maior que seu desejo. Que faço meu caro? Continuo a regar este canteiro ou caio fora? Doce Fel.

Caro Doce de Rapadura, pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é?’ É muito bom que você já escreveu pensando que iria tomar porrada, facilita o meu trabalho. Se com a ceifadora de vidas, a Dona Morte, fosse assim, ao invés de roupa preta e um forcado ela seria vista vestida de branco e com auréolas. Mas pelo que sei, TODOS, na hora do aperto não querem acompanhá-la e fazem-se de desentendidos quando é chegada a sua hora.

Esse negócio de traição já é clichê no blog, leia o “Trair e coçar é só começar? Quanto vale um casamento? A leitora esqueceu a carteira…” e veja o lado feminino de um pré-corno…

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Sua pergunta já foi formulada de forma a me intimidar para responder aquilo que você gostaria, o que provavelmente seria: “Caro Ricardão, continue realizando seu maravilhoso trabalho de sustentação matrimonial alheio (leia-se: servindo de muleta), é com imenso prazer que recebo sua questão, pessoa tão nobre enaltece a presença dos demais leitores deste blog e enche de esperança a cabeça dos cornudos de plantão, ao saberem que suas mulheres estão em mãos tão qualificadas”. Não estou falando que o cara mereça ou não o chifre, em alguns casos eu até acho que o sujeito não pode reclamar (Conheça os dez mandamentos do corno moderno.).

Mas…

Não é bem isso que acho. Sinceramente, nunca se sabe qual reação do corno ao saber que sua mulher lhe trai, o que pode lhe colocar em uma situação muito mais do que constrangedora. Você pode ser, desde morto, até virar dupla sertaneja junto com o pobre coitado. Não sei exatamente qual das opções é a pior!

Aqui no P.a.U., já teve corno resignado e teve até o que queria a ex de volta (Pequeno bricalhão perde uma! E não é que o boi sonha com a ex? Confira essa você também!).

Dica do Pedra Letícia:
[youtube]rcW3kfaRjk0[/youtube]

Acho que você deve separar as coisas antes de tomar uma decisão, comece separando o sangue da cabeça de baixo, pois isso distrai a beça a cabeça pensante (se é que você veio com esse opcional de fábrica). Se eu acreditasse na teoria criacionária, aquela de que um ser superior (Deus, Alá, etc.) teria criado tudo no universo, eu já colocaria um erro na conta do projetista: dar duas cabeças ao homem tudo bem, mas não dar sangue suficiente para que ambas funcionassem ao mesmo tempo é uma baita sacanagem.

Quando conseguir pensar excluindo a parte sexual, perceberá que há três caminhos a seguir:

  1. Você vira o corno e ele vira o Ricardão e assim sucessivamente…
  2. Você continua como Ricardão até que o corno e, talvez a morte, os separe…
  3. Dá linha na pipa, zarpa, dá área ou simplesmente, sai fora dessa antes que pinte sujeira.

Como sou gente fina vou até te dar uma fórmula para ajudar na questão, pegue uma folha de papel, pode ser até papel do saquinho da padaria mesmo – o Urso adverte: usar sacolas de plástico é uma falta de respeito com o meio ambiente – e uma caneta.

Faça duas colunas e escreva na coluna da esquerda o que você tem a ganhar ficando com a santinha do pau oco, na coluna da direita você escreve o que tem a perder. Favor não fazer isso com tesão batendo na testa, senão por mais coisas ruins que possa ter, uma trepada nessas horas sempre faz parecer valer a pena. Existe um velho ditado italiano que dizia: “um homem que não trabalha com as mãos é um parasita”, portanto, “mãos à obra”, sacou?

Não precisa ser nenhum gênio para realizar este exercício. Se precisar de mais ajuda, faz o seguinte… Pensando bem, deixa para lá, se você precisa de maiores explicações é sinal de que não iria entender mesmo! Para quem não consegue entender a infidelidade, recomendo ler “Não consegue entender a infidelidade? Urso desenha para você!“.

Abraço do Urso

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